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Música

Êxodo de pequenos no Spotify: quando a ética fala mais alto

20 ago 2025 - 17h42
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Nos últimos meses, um movimento inesperado, mas simbólico, tomou forma entre artistas independentes que decidiram retirar suas músicas do Spotify. Bandas como Xiu Xiu, Deerhoof, King Gizzard & the Lizard Wizard e Godspeed You! Black Emperor abandonaram a plataforma em protesto contra os investimentos do CEO Daniel Ek em empresas de tecnologia bélica, como a Helsing, dedicada ao desenvolvimento de drones e inteligência artificial para fins militares. 

Para o Xiu Xiu, o Spotify se tornou um “portal de armagedom violento e lixo”, enquanto o Deerhoof declarou não querer que sua arte financie a morte de pessoas, destacando também críticas antigas ao modelo da plataforma, que paga pouco aos músicos e adota práticas questionáveis como artistas-fantasma. 

O King Gizzard foi ainda mais enfático, lançando um “fuck Spotify” nas redes sociais e reforçando sua presença no Bandcamp, embora tenha admitido o conflito de querer manter sua música acessível aos fãs. 

Já o Godspeed You! Black Emperor retirou quase todo seu catálogo não apenas do Spotify, mas também do Tidal e do Deezer, mantendo-o apenas no Bandcamp, como forma de reforçar sua independência editorial. 

Embora sejam bandas menores, a decisão tem peso simbólico, pois mostra que a ética ainda pode falar mais alto que a conveniência. O gesto ecoa protestos anteriores, como quando Taylor Swift, uma das maiores artistas do planeta, deixou o Spotify em 2014 por discordar de sua política de pagamentos. Esses movimentos podem parecer pequenos, mas carregam a possibilidade de inspirar mudanças maiores em todo o ecossistema do streaming.

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