Venda da mansão de Cid Moreira é suspensa em disputa judicial
Imóvel avaliado em R$ 2,9 milhões aguarda decisão no processo de inventário
A mansão onde o icônico jornalista Cid Moreira viveu por anos, em Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, tornou-se peça central de um imbróglio judicial.
Avaliada em R$ 2,9 milhões e colocada à venda desde 2020, a propriedade teve o anúncio retirado do ar devido a pendências no processo de inventário, aberto após a morte do ex-apresentador do Jornal Nacional, em outubro de 2024, aos 97 anos.
Segundo o advogado Davi de Souza Saldaño, representante da viúva Fátima Sampaio Moreira, qualquer movimentação sobre a venda só pode ocorrer mediante autorização expressa do juiz responsável. Caso a Justiça libere a negociação, o valor obtido será depositado nos autos do inventário, aguardando definição sobre a partilha.
O imóvel, localizado em um condomínio cercado por natureza, reúne características de alto padrão: são mil metros quadrados de área construída, cinco quartos, varanda ampla, piscina, espaço gourmet e um anexo destinado a hóspedes. O terreno, com seis mil metros quadrados, preserva áreas de mata e um lago particular, reforçando o perfil exclusivo da propriedade.
Apesar do apelo comercial, a mansão permanece fora do mercado por conta das disputas envolvendo o patrimônio de Cid Moreira, estimado em R$ 60 milhões. O conflito familiar se intensificou após a abertura do testamento, que excluiu os filhos Rodrigo e Roger Moreira da herança, deixando todos os bens sob a administração da viúva.
Cid Moreira: Disputa familiar e acusações passadas
A decisão de Cid Moreira em relação ao testamento provocou forte reação dos herdeiros excluídos. Em 2021, antes mesmo do falecimento do jornalista, Rodrigo e Roger ingressaram na Justiça com um pedido de interdição do pai. Na ocasião, acusaram Fátima Sampaio de condutas como a venda irregular de imóveis, transferência de R$ 40 milhões para o exterior e até cárcere privado.
As denúncias, contudo, foram arquivadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 2023, por falta de provas. Ainda assim, o clima de animosidade persistiu, e os filhos recorreram para tentar reverter a decisão testamentária que os deixou de fora da partilha.
A viúva, por sua vez, mantém a posição de que todos os procedimentos referentes ao patrimônio estão sendo conduzidos conforme determina a Justiça. Com isso, imóveis como a mansão de Itaipava permanecem sob restrição até a conclusão do inventário.