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Sob críticas, Chico Buarque lança disco e ainda "manda no samba"

14 jul 2011 - 09h23
(atualizado às 10h50)
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Osmar Portilho

"Quem manda no samba sou eu". O verso de Sou Eu, composição assinada ao lado de Ivan Lins, resume de alguma forma o espírito de Chico, novo álbum do compositor Chico Buarque, que tem previsão de lançamento para o dia 20 de julho. Neste aspecto, a frase pode cair como uma resposta do músico para as críticas que recebeu antes mesmo do disco chegar às prateleiras. Em um site criado para divulgar vídeos de bastidores e antecipar canções para quem efetuou a pré-venda de Chico, a faixa Querido Diário, que abre o álbum, recebeu duras críticas. O verso "amar uma mulher sem orifício" virou motivo de piada na internet.

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Chico conta com dez faixas: Querido Diário, Rubato, Essa Pequena, Tipo um Baião, Se Eu Soubesse, Sem Você 2, Sou Eu, Nina, Barafunda e Sinhá. Fica o destaque para as pitadas de modernização que o álbum ganha, mas sempre conduzidas na estrutura característica das composições de Chico.

Um exemplo disso vem explícito em Tipo um Baião, quando o compasso final ganha as distorções da guitarra do músico Frado, para finalizar a canção de forma inusitada com microfonias. "Não é um baião puro, é tipo um", explica o próprio Chico em um dos teasers divulgados em seu site (www.chicobastidores.com.br).

Na faixa seguinte, a já falada Se Eu Soubesse, onde Chico divide os vocais com a competente Thais Gulin, que já chegou a ser apontada como possível affair do compositor. O jogo de vozes da dupla funciona na companhia da harpa de Cristina Braga e dos arranjos de clarinete de Paulo Sergio Santos.

Na "cozinha" montada por Chico, fica o destaque para o trio Luiz Claudio Ramos (violão), Jorge Helder (baixo acústico) e João Rebouças (piano), sempre precisos.

Mais um ponto alto do disco é Sem Você 2, uma homenagem para Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que também assinam uma canção chamada Sem Você. Em um vídeo destes teasers divulgados por Chico, o nome com o "2" é para assumir a homenagem. A própria introdução da canção remete ao arranjo da faixa original.

Outro nome presente no álbum é de João Bosco, que assina ao lado de Chico a canção Sinhá e divide os vocais com o compositor. "Chamei pro disco de cara. Ele me mandou essa música e eu fiquei com ela um tempo sem saber o que fazer. Ele tinha que estar na gravação porque o violão dele é único e tinha que ser aquele", explica Chico em outro trecho do vídeo.

Com essas mesclas e passeios por outros gêneros, Chico sempre se mostra confortável com suas composições, principalmente na harmonia, sustentando suas melodias características. Em Barafunda, o próprio músico fala de seu amadurecimento como músico, carregada de bom humor baseando-se no seu esquecimento. "Foi na Penha/Não, foi na Glória/Gravei na Memória/Mas perdi a senha".

Com a capa em preto e branco e a arte interior com um amplo leque de cores, Chico também caminha por esse equilíbrio. Temas que podem ser melancólicos e monocromaticos, mas executados com uma alegria nítida vinda dessa necessidade do compositor.

Chico será lançado no dia 20 de julho.

Chico Buarque lança seu novo álbum neste mês
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Foto: Daryan Dornelles / Divulgação

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Fonte: Terra
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