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Sabrina Carpenter: Irônico e divertido, 'Man's Best Friend' é provocação feita em gritos e sussurros

Sucessor de 'Short n' Sweet' aprofunda ironia sexual da cantora e coloca Freud para dançar com ABBA e Donna Summer; artista é uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2026

30 ago 2025 - 14h05
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Sabrina Carpenter vem colhendo os louros de Short n' Sweet. Um ano depois de lançar o álbum que abraça o megahit Espresso, a cantora volta aos ouvidos do público - de onde, na verdade, nem deu tempo de sair - em Man's Best Friend, lançado nesta sexta, 29. O disco repete o tom divertido e irônico da cantora, que não se deixou abalar por uma chuva de críticas que recebeu por uma suposta "hipersexualização". Ao contrário: ela chega mais decidida a ser fiel às suas provocações.

Man's Best Friend chega um dia após a artista ter sido anunciada no celebrado lineup do Lollapalooza Brasil 2026. Sabrina divide o festival com nomes em ascensão da música atual, como Chappell Roan, Tyler, The Creator e Doechii. Mas, certamente, é ela que irá arrastar uma das maiores multidões do evento.

É quase uma ironia à la Sabrina Carpenter que uma de suas últimas passagens pelo País tenha sido na derradeira do MITA, em 2023. Sabrina tocou à tarde, um horário bem pouco favorável, no último dia do evento que tinha como headliner a ótima banda Florence + The Machine. Vestia apenas uma calça jeans e um cropped.

Agora, a cantora ousa com trocas de figurino sexies, é acompanhada por um corpo de bailarinos e provoca com "posições sexuais" em Juno, música de Short n' Sweet que referencia o filme de 2007 dirigido por Jason Reitman, em sua atual turnê.

Short n' Sweet - tanto o show quanto o álbum - já soava como uma festa do pijama regada de fofocas entre melhores amigas. Com Man's Best Friend, Sabrina aprofunda ainda mais essa sensação com desabafos sobre relacionamentos fracassados e confissões de duplo, triplo ou quádruplo sentido. É um tipo de segredo que uma jovem só sussurraria nos ouvidos de suas amigas mais próximas, mas que a cantora grita a plenos pulmões.

Críticas levadas ao extremo

A crítica especializada costuma torcer o nariz para álbuns mainstream lançados em um período tão curto de tempo. Sabrina estava no auge com o sucesso estrondoso e uma turnê incansável de Short n' Sweet quando anunciou Man's Best Friend. Para os já calejados com o funcionamento do mercado musical, soou como uma pressão para que a cantora continuasse lançando hits como Espresso.

Sabrina, porém, jura que não foi bem isso. "Quão especial foi fazer algo por pura inspiração e com zero pressão", escreveu ela em uma postagem do Instagram nesta sexta sobre o disco.

De fato, dá para acreditar que Sabrina apenas queria colocar para fora o que estava entalado na garganta. A artista volta com mais ironia, mais sexo e mais ABBA e Dolly Parton - nomes que parecem conduzir as referências de Man's Best Friend.

Se foi criticada pelas posições sexuais de Juno, Sabrina levou isso ao extremo na polêmica capa do novo disco. Se incomodou por ironizar o sexo masculino em algumas faixas de Short n' Sweet, Sabrina dedica todas as músicas a colocar homens em uma posição inferiorizada em Man's Best Friend. Se não deixou pais dormirem por migrar de estrela da Disney a uma artista que compõe letras explícitas, Sabrina coloca palavrões em nove das doze músicas do álbum lançado agora.

Ela parece ter se encontrado ao colocar todas as suas qualidades em jogo: letras irônicas e divertidas, refrões chiclete e uma habilidade vocal que vai do sussurro ao grito. Em Man's Best Friend, Sabrina não quer ser levada a sério, mas quer, ao menos, ser ouvida.

Freud dança em novo álbum

Pouco antes do lançamento do disco, a cantora pediu para que os fãs ouvissem o disco na ordem em que as músicas apareciam. Nada de embaralhar a história. O pedido faz sentido: Sabrina começa bem mais dançante com o já hit Manchild e termina lamentando um relacionamento fracassado em Goodbye.

A qualidade das canções parece ligeiramente se enfraquecer no decorrer do álbum - é mais como se soasse como aquela relação que vai da euforia à tristeza. Mas não dá para não dizer que a cantora não conseguiu compor um álbum coeso.

É como se Sabrina colocasse Freud para dançar com Donna Summer. Fala de libido em Tears ("Querido, é só lavar a louça e eu vou te dar tudo o que você quiser"), mas, logo em seguida, lamenta a falta de desejo de um cara "certinho demais" em My Man on Willpower ("Ele costumava ser literalmente obcecado por mim / De repente, sou a garota menos desejada do pedaço / Meu homem tendo autocontrole é uma coisa que não entendo").

A maior ironia é, justamente, o título de Man's Best Friend: melhor amigo do homem, em tradução livre. Com o novo disco, Sabrina quer, na verdade, se aproximar mais das mulheres com desabafos amorosos com os quais é extremamente fácil de se identificar. Sabrina agrada os "vintages", mas também acena para os que querem saber mais do futuro.

Estadão
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