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Sabia que uma gravadora recusou os Beatles? Confira outros fiascos

22 jul 2009 - 18h54
(atualizado às 19h45)
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Executivos, produtores, e caça-talentos cheios de feeling trabalham todos os dias em gravadoras e selos buscando músicos com potencial para gerar lucro e produzir música de qualidade. No entanto, todo o preparo e experiência do mundo não são suficientes para que alguns "escorregões" aconteçam no meio do percurso. Confira alguns dos maiores fiascos no mundo da música.

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Decca Records diz não aos Beatles

Buscando um contrato para o quarteto de Liverpool, Brian Epstein, empresário dos Beatles no início dos anos 60, bateu na porta de Dick Rowe, executivo da gravadora Decca Records e implorou para que ele assistisse uma apresentação da banda em Liverpool. Chegando lá, Rowe se irritou com a chuva e a massa de fãs que tentava entrar no local. O empresário não só negou um contrato para a banda como fez uma previsão pra lá de errônea: "bandas com guitarras estão em decadência".

Selo não se interessou por Bob Dylan
No início da década de 60, quando Bob Dylan assinou com a Columbia, em 1961, o compositor assinou um contrato no valor de US$ 1000 com a Leed/Duchess, companhia que cuidaria dos direitos autorais de sua música. Após um ano, com o desinteresse da empresa, Albert Grossman, empresário de Dylan, simplesmente cancelou o negócio pagando o valor de volta. Resultado? Bob Dylan foi assinado com a M. Witmark & Son. Depois de registrar 237 músicas do cantor, incluindo seu maiores hits, a companhia somou milhões de dólares rapidamente nos anos que se seguiram.

Wilco recebe duas vezes para gravar o mesmo CD
Em junho de 2001, a banda Wilco finalizou o álbum Yankee Hotel Foxtrot. O resultado não agradou David Kahne, diretor da gravadora Reprise, famoso por produzir os álbuns do Sugar Ray. Sem querer fazer mudanças, o grupo deixou a gravadora e assinou com a Nonesuch, que, assim como a Reprise, também é subsidiária da AOL Time Warner. Com isso, a banda recebeu duas vezes da mesma empresa para lançar o mesmo álbum. Yankee Hotel Foxtrot é o disco mais vendido do Wilco até hoje.

Os caros discos do REM
No meio da década de 90, época em que as vendas de CDs disparavam, a Warner assinou um acordo com o REM, banda de Michael Stipe, no valor de US$ 80 milhões pelos próximos cinco discos do grupo. Para que a gravadora tivesse algum lucro, era necessário que os americanos vendessem ao menos três milhões de cópias de cada um dos cincos CDs. A expectativa exagerada não se confirmou. Up, de 1998, vendeu apenas 1/5 desse valor. Até hoje não se sabe quanto que a gravadora perdeu, mas é um dos valores mais altos já negociados na música.

Geffen investe milhões em CD imaginário do Guns 'n' Roses
Com o estouro do Guns 'n' Roses no início da década de 90, parecia certo que a Geffen deveria continuar investindo no grupo mesmo com a saída da maior parte dos integrantes. No entanto, a instabilidade de Axl Rose no comando banda acabou fazendo com o que o lançamento de Chinese Democracy virasse uma novela. Resultado: após 17 anos de especulações e mais de US$ 13 milhões gastos, o álbum finalmente saiu. No entanto, depois de tanta expectativa, o álbum foi um fracasso com os fãs e a crítica em função de seu tom esquizofrênico.

Gravadora processa Neil Young por "não fazer disco de Neil Young"
Na década de 80, Neil Young fez um acordo com a Geffen para lançar seu próximo álbum e fechou um contrato. Após as gravações, em 1983 saiu o álbum Trans, um disco caminhando no experimentalismo cheio de sons de sintetizadores. Após descobrir uma brecha no contrato, a gravadora processou o compositor e pediu US$ 3 milhões por "não fazer álbuns de Neil Young". O guitarrista retrucou a medida com outro processo, este no valor de US$ 21 milhões.

Columbia Records perde Alicia Keys e 50 Cent
Surgindo no começo da década de 90, Alicia Keys era uma das esperanças da música na época. Em função dos altos valores envolvidos no acerto com a cantora, a Columbia preferiu interromper a negociação para não ter que pagar os produtores que iriam trabalhar com ela. Alicia então assinou com a J Records, onde vendeu, até hoje, mais de 20 milhões de discos.
Além de Alicia Keys, a Columbia deixou escapar outra esperança de vendas. O rapper 50 Cent havia acabado de gravar o single How To Rob para tentar chamar a atenção de sua gravadora. Porém, após o famoso episódio de 2001, quando 50 foi baleado 9 vezes, os executivos preferiram dispensá-lo. Desde então, o comportamento polêmico de 50 Cent o consagrou como um dos rappers mais respeitados e ricos do cenário.

Foto: Getty Images
Fonte: Redação Terra
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