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Ranking: As músicas de 'Confessions II', novo álbum de Madonna, da pior para a melhor

Na sequência de 'Confessions on a Dance Floor', a cantora entrega suas melhores músicas dos últimos 20 anos; 'Estadão' cumpriu difícil tarefa de colocar 'Madonna contra Madonna'

6 jul 2026 - 19h06
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Madonna está de volta ao mercado da música - ou melhor, à pista de dança - com Confessions II, sequência de Confessions on a Dance Floor (2005), um de seus álbuns mais aclamados. Lançado nesta sexta, 3, o disco tem as melhores músicas da cantora dos últimos 20 anos.

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Confessions II repete a bem-sucedida parceria de Madonna com o produtor Stuart Price, que se tornou um dos nomes mais respeitados do mercado musical justamente após Confessions on a Dance Floor. No novo álbum, porém, a artista incorpora elementos mais modernos e faz um verdadeiro "apanhado" de sua carreira ao contar uma história com início, meio e fim.

Capa de 'Confessions II', novo álbum de Madonna.
Capa de 'Confessions II', novo álbum de Madonna.
Foto: Warner Records/Divulgação / Estadão

De uma Madonna vulnerável em Betrayal a uma Madonna "professora" em School, Confessions II tem tudo o que a cantora sabe fazer de melhor: uma dance music provocante. O Estadão cumpriu a difícil tarefa de colocar "Madonna contra Madonna" e ranqueou todas as 16 músicas do novo álbum. Veja, abaixo, as avaliações de cada uma, da pior para a melhor.

16 - 'Bizarre'

A faixa é o maior aceno de Madonna para a música eletrônica atual: os sintetizadores do DJ holandês Martin Garrix são marcantes, mas não parecem chegar a lugar nenhum. A letra, supostamente uma referência do casamento da cantora com o ator Sean Penn e seus "olhos de um azul profundo", também está entre as menos inspiradas do álbum.

Madonna no Brasil, durante seu show no Rio de Janeiro
Madonna no Brasil, durante seu show no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

15 - 'Love Without Words'

Love Without Words não mantém o apelo da música que a antecede, a ótima Love Sensation, e soa como uma canção que facilmente poderia ficar de fora do disco. Com produção da dupla italiana Parisi, a faixa tem propostas musicalmente interessantes, mas apenas serve como mais uma convocação de Madonna para a pista de dança, mensagem repetida ao longo de todo o álbum.

14 - 'Read My Lips'

Não é engano pensar que o violão flamenco da introdução soa muito familiar. Essa é uma das músicas em que Madonna permite fazer referências a si mesma: afinal, quem não associa La Isla Bonita ao violão flamenco? A faixa se ampara no atual apelo do reggaeton com a parceria com o colombiano Feid e foi "fabricada" para ser um dos hits da Copa (Read My Lips foi incluída no álbum oficial da Fifa). Ironicamente, porém, é uma das músicas com menos potencial de hit de Confessions II.

13 - 'Fragile'

Fragile inaugura o trecho do disco que remete àquele momento de fim de balada, com reflexões sobre a vida. Há muita delicadeza na letra, que aborda a morte do irmão da cantora, Christopher Ciccone, e a relação da artista com a Cabala, tão explorada no álbum Ray of Light (1998). "As pessoas realmente pensam que há um começo e um fim para essa coisa chamada vida. A energia nunca morre, isso é apenas um portal pelo qual estamos passando. Ainda assim, é difícil desapegar", reflete a cantora. Dentre as canções mais "frágeis" do álbum, porém, Fragile é a que parece ter sido menos explorada musicalmente.

Christopher Ciccone, irmão mais novo de Madonna, morreu aos 66 anos.
Christopher Ciccone, irmão mais novo de Madonna, morreu aos 66 anos.
Foto: @madonna via Instagram / Estadão

12 - 'My Sins Are My Savior'

Na sequência de Fragile, Madonna canta em francês: "Eu não estava perdida. Estava apenas despedaçada. Eles tentaram me derrubar. Eu não estou nem aí. Meus pecados são minha salvação". É outra faixa com menos potencial de hit, mas que se encaixa com a história que a cantora quer contar em Confessions II.

11 - 'Everything'

Everything funciona muito bem como uma música de transição. Aqui, Madonna comemora tudo o que conquistou com sua postura provocativa. "Saia e venha para a luz", diz, quase como conselho direto para os fãs.

10 - 'The Test'

Com produção de uma das "queridinhas" da música eletrônica atual, Arca, The Test evoca as reflexões sobre maternidade que também estiveram presentes em Ray of Light. A faixa soa como uma espécie de continuação - que está longe de chegar a uma conclusão - do tema para Madonna, mas agora com a filha, Lola Leon, crescida. "Você não pediu por todos esses holofotes", confessa a cantora diretamente a Lola. The Test resume a bonita complexidade de uma conversa entre mãe e filha.

9 - 'Bring Your Love'

Mais uma conversa de Madonna com a nova geração, Bring Your Love foi o primeiro single do álbum, lançado depois de uma participação surpresa da cantora no show de Sabrina Carpenter. É como se Madonna chamasse sua versão mais jovem para dançar em cima de todos os que tentaram derrubá-la durante sua carreira.

Imagem de divulgação de 'Bring Me Your Love', música de Madonna e Sabrina Carpenter
Imagem de divulgação de 'Bring Me Your Love', música de Madonna e Sabrina Carpenter
Foto: Divulgação / Estadão

8 - 'Good For The Soul'

"Tudo começa com a consciência", começa a cantar Madonna depois da primeira faixa, I Feel So Free, uma espécie de introdução do que ela pretende com Confessions II. Em Good for The Soul, Madonna oferece um verdadeiro deleite eurodance para os fãs mais fervorosos de suas eras mais dançantes.

7 - 'One Step Away'

One Step Away talvez seja o melhor resumo do que é Confessions II: reflexiva, Madonna cria seu próprio conceito da dance music. "As pessoas pensam que a música eletrônica é superficial, mas estão completamente enganadas. A pista de dança não é apenas um lugar, é um limiar, um espaço ritualístico onde o movimento substitui a linguagem", canta ela na introdução, um manifesto de todo o álbum.

6 - 'L.E.S. Girl'

A última faixa é a mais confessional e contemplativa do disco. Como em Bring Your Love, Madonna chama novamente sua versão mais jovem, mas agora para prestar uma homenagem a si mesma.

5 - 'Love Sensation'

Love Sensation, certamente, é uma das músicas com mais potencial de aparecer ininterruptamente em pistas de dança daqui para frente. A faixa é o que Madonna sabe fazer de melhor: uma dance music crescente, que provoca uma sensação de que, quando você menos espera, seu corpo começa a acompanhar o ritmo das batidas sozinho.

4 - 'Betrayal'

Betrayal não traz nem um pouco da balada incansável de Madonna do restante do disco, mas é como se a cantora pedisse licença para seu trecho mais confessional. Aqui, um piano e um trompete acompanham a melancolia da artista ao cantar sobre traição. Os mais críticos podem até apontar para uma possível falta de costura com as outras faixas de Confessions II, mas é inegável que Betrayal prova que Madonna pode ser o que quiser - até mesmo vulnerável - sem perder o fôlego.

3 - 'I Feel So Free'

Nem de longe I Feel So Free é uma introdução tão impactante quanto Hung Up, de Confessions on a Dance Floor, mas é a melhor introdução possível para o que Madonna propõe em Confessions II. "Obrigada por virem", agradece a anfitriã em versos sussurrados que se mesclam naturalmente com os sintetizadores da música.

Madonna em foto de 2024, durante show em Copacabana
Madonna em foto de 2024, durante show em Copacabana
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

2 - 'School'

Em uma das faixas mais hipnóticas e divertidas do álbum, Madonna se coloca em um papel de professora - seja da música pop, seja de educação sexual. School lembra outro ótimo álbum, Erotica (1992), mas agora com uma maior maturidade nas reflexões da cantora. "A aula começou", repete o refrão irresistível e um dos mais sofisticados de Confessions II.

1 - 'Danceteria'

Danceteria é a melhor música de Madonna dos últimos 20 anos. A cantora faz referência direta ao início de sua carreira - Danceteria é o nome de um clube em Manhattan em que ela se apresentava antes da fama -, tanto na letra quanto musicalmente.

Na faixa, Madonna interpola Lou Reed e provoca uma sensação de cair sem querer em uma festa em que, pasmem, há a presença de Basquiat, Nile Rodgers, David Byrne e Keith Haring. Alguns dos nomes citados por ela são estrelas que frequentavam a casa noturna.

Se as pessoas buscam uma Hung Up para Confessions II, Danceteria é a que mais tem potencial para sucesso atemporal. Certamente, os DJs agora terão de lidar com mais esse pedido nas festas.

Estadão
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