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Maria Bopp comanda o Sonora Fã Cast  Foto: Ricardo Matos Machado/Terra

Sonora Fã Cast: Maria Bopp estreia contando a história do fã de Orkut de Evanescence que mudou a história da banda

Atriz assume o comando da atração no lançamento da 2ª temporada

Imagem: Ricardo Matos Machado/Terra
  • Redação Terra Redação Terra
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2 jul 2026 - 12h21
(atualizado às 12h42)
Maria Bopp comanda o Sonora Fã Cast
Maria Bopp comanda o Sonora Fã Cast
Foto: Ricardo Matos Machado/Terra

O que define o limite entre a admiração e a obsessão saudável por um ídolo? Para os entusiastas da cultura pop, ser fã deixou de ser um mero passatempo para se tornar parte da identidade. Essa é a premissa que conduz a segunda temporada do podcast Sonora Fã Cast, apresentado agora por Maria Bopp. No 13º episódio do programa, o convidado Luciano Avanzi, moderador do EvShadow --o maior portal dedicado ao Evanescence no Brasil--, resgatou memórias que misturam nostalgia digital, perrengues homéricos e uma dedicação que acabou moldando sua própria trajetória profissional.

A jornada de Luciano começou em 2006, a era de ouro do Orkut e da internet discada. Capturado pela voz de Amy Lee e pelas guitarras pesadas do álbum Fallen, o então adolescente se converteu à estética gótica da banda norte-americana. E vale lembrar que não existia as plataformas de streaming atuais, o consumo musical dependia de rádios, canais de videoclipes e das clássicas mídias piratas de camelô.

O envolvimento ativo nas comunidades virtuais da época chamou a atenção de Naldo, fundador do EvShadow, que em 2009 convidou Luciano para integrar a equipe do portal. O que começou com a tradução de notícias, moderação de fóruns e gerenciamento de conflitos digitais acabou ditando o futuro do jovem: hoje, ele atua como publicitário e analista de marketing, uma carreira fundamentada nos anos de experiência voluntária gerindo comunidades de fãs.

Embora o histórico de Luciano seja longo, o ápice do caos e da consagração aconteceu em 12 de junho de 2023, quando o Evanescence anunciou sua maior turnê solo pelo Brasil. Inicialmente, São Paulo ficou fora do roteiro, o que levou toda a equipe do EvShadow, espalhada por outros Estados, a garantir ingressos para as praças disponíveis. Luciano, enfrentando dificuldades financeiras na época, acabou ficando fora. 

Porém, a alta demanda fez a produtora abrir uma data na capital paulista. O sucesso foi tamanho que o local precisou ser alterado do Novo Anhangabaú para o então Allianz Parque. O show acabou virando a maior apresentação solo da história do Evanescence no mundo, reunindo 50 mil pessoas.

Como o único administrador do portal baseado em São Paulo e presente no estádio, Luciano assumiu a responsabilidade de liderar as ações de engajamento do público. A meta era ambiciosa: celebrar os 20 anos do álbum Fallen criando um "mar de luzes" azuis e brancas durante a performance de "My Immortal".

"Passei noites em claro cercado por rolos de celofane, tesoura na mão, cortando quadradinho por quadradinho para que os fãs colassem na lanterna do celular" -- Luciano Avanzi

O fã chegou a desenvolver calos nos dedos devido ao esforço repetitivo, contando com o auxílio de outros fãs apenas na fila do estádio para concluir a distribuição.

Uma "Amy Lee" no Lixo e Correria na Fila

A saga no Allianz Parque acumulou episódios inusitados. Para entreter o público que aguardava na fila desde a madrugada, Luciano mandou confeccionar um totem de papelão em tamanho real da vocalista Amy Lee. A réplica virou a grande atração da concentração, rendendo fotos e engajamento nas redes sociais. O sucesso, porém, parou na catraca: por questões de segurança, objetos rígidos daquele porte foram proibidos de entrar, e a "Amy de papelão" teve como destino final a lixeira do estádio.

Paralelamente, uma bandeira do Brasil customizada pelo EvShadow circulava entre a multidão para coletar assinaturas de fãs de diversas regiões e países. Faltando poucos minutos para a abertura dos portões, o plano de entregar o item a um amigo posicionado na grade quase foi frustrado: a bandeira havia desaparecido em meio à multidão.

Luciano precisou correr contra o tempo pela calçada do estádio, desviando de ambulantes e do fluxo de pessoas, até localizar o grupo que retinha o pano a tempo de garantir a entrega na área VIP.

O esforço logístico e físico trouxe resultados. Durante a execução do clássico "My Immortal", o Allianz Parque ficou iluminado com os feixes azuis e brancos projetados pelos celulares adaptados com o celofane. O impacto visual emocionou a própria Amy Lee, que interrompeu momentaneamente a canção para arriscar palavras de agradecimento em português.

Fim de uma noite perfeita? Não, ainda tinha mais por vir. Ao retornar ao palco para os agradecimentos finais e a tradicional fotografia com o público, Amy Lee agachou, recolheu a bandeira enviada pela grade e a estendeu ao lado dos demais integrantes da banda para delírio do público. 

Fonte: Portal Terra
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