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Polícia encerra investigação sobre morte de Hulk Hogan e descarta indício de crime

Relatório de 72 páginas divulgado pelas autoridades da Flórida conclui que o ícone da luta livre morreu de causas naturais

6 jun 2026 - 15h15
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A polícia de Clearwater, na Flórida, encerrou oficialmente a investigação sobre a morte de Hulk Hogan, lenda da luta livre profissional e um dos nomes mais populares da história da WWE. Em um relatório de 72 páginas, as autoridades concluíram que não houve qualquer indício de crime ou ação suspeita relacionada ao falecimento do astro, cujo nome verdadeiro era Terry Gene Bollea.

Polícia encerra investigação sobre morte de Hulk Hogan e descarta indício de crime (Scott GriesGetty Images)
Polícia encerra investigação sobre morte de Hulk Hogan e descarta indício de crime (Scott GriesGetty Images)
Foto: Rolling Stone Brasil

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Hogan morreu em 24 de julho de 2025, aos 71 anos, em sua residência na cidade de Clearwater. Dias depois, documentos médicos confirmaram que a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio. O ex-lutador também possuía histórico de leucemia e fibrilação atrial, condição que provoca batimentos cardíacos irregulares. A forma de morte foi classificada oficialmente como natural.

Segundo o Departamento de Polícia de Clearwater, a investigação incluiu análise de prontuários médicos, imagens de câmeras de segurança da residência, gravações de câmeras corporais dos policiais e entrevistas com testemunhas presentes no local. O relatório concluiu que a morte ocorreu exclusivamente em decorrência de doenças naturais, sem qualquer contribuição traumática ou toxicológica significativa.

"Após uma revisão exaustiva dos depoimentos, registros médicos, imagens de vigilância e inspeção visual do corpo de Terry Bollea, não foi encontrada nenhuma evidência que indique que sua morte tenha ocorrido por qualquer motivo diferente de causas naturais", afirma o documento. Com isso, o caso foi oficialmente encerrado e classificado como não criminal.

Os registros também detalham o atendimento prestado na manhã da morte. Policiais foram acionados por volta das 10h21 para uma possível emergência médica. Equipes realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) antes de Hogan ser levado ao Hospital Morton Plant, onde teve o óbito declarado às 11h17.

Entre os novos detalhes revelados está o depoimento do terapeuta ocupacional Justin McCamey, que estava na residência naquele dia. Segundo o relatório, ele relatou que o estado de saúde do ex-campeão vinha se deteriorando desde uma cirurgia recente. McCamey afirmou ainda que Hogan havia passado por aproximadamente 20 a 30 cirurgias ao longo da vida, incluindo procedimentos nos joelhos, quadris e coluna.

A esposa de Hogan, Sky Daily, também estava na residência quando os socorristas chegaram. O documento divulgado pela polícia inclui trechos das conversas registradas naquele momento.

Apesar da conclusão oficial, familiares levantaram dúvidas sobre os acontecimentos que antecederam a morte. Pouco após o falecimento, a filha do ex-lutador, Brooke Hogan, declarou nas redes sociais que ainda havia "especulação e incerteza" sobre o caso e chegou a afirmar que pagaria por uma autópsia independente, se necessário, para esclarecer todas as circunstâncias.

Sky Daily também comentou publicamente a situação, afirmando que a família estava buscando respostas sobre o tratamento médico recebido por Hogan antes de cumprir seu desejo de ser cremado. Segundo ela, a cremação foi adiada justamente para que todas as dúvidas fossem esclarecidas.

As preocupações da família ganharam destaque novamente na série documental Hulk Hogan: Real American, lançada pela Netflix em abril deste ano. No programa, Daily, o filho Nick Hogan e a ex-esposa Linda Claridge comentam as complicações que surgiram após uma cirurgia no pescoço realizada cerca de dois meses antes da morte.

Durante a produção, Nick revelou que o pai passou aproximadamente dois meses e meio entrando e saindo de hospitais após o procedimento. Já Sky Daily afirmou que gostaria que o marido nunca tivesse realizado a operação. Em uma das passagens da série, ela mostra uma fotografia tirada um dia antes da cirurgia e lamenta que Hogan nunca tenha recuperado plenamente a disposição demonstrada naquele momento.

Fonte: EW

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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