Paul McCartney revela o que está ouvindo em suas playlists: de Kanye West à Donovan
Ex-Beatle contou em seu site oficial que cria listas colaborativas com seu neto, misturando clássicos do rock com lançamentos recentes
Paul McCartney, assim como eu e você, adora montar playlists. Em uma publicação recente em seu site oficial, o ex-Beatle contou que essa atividade se tornou ainda mais especial por ser compartilhada com o neto, Arthur.
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"Se vamos ter uma festa e eu quero uma lista para dançar, eu monto uma", disse. "Também fiz isso com meu neto Arthur, o que foi muito legal. A gente foi juntando, uma mistura de clássicos do rock e algumas músicas mais novas. Ficou bem bom".
A parceria entre os dois vai além de simplesmente adicionar faixas a uma fila. Eles levam o projeto a sério a ponto de dar uma identidade visual à lista: um amigo de Arthur, que é pintor, criou uma capa personalizada para a playlist colaborativa.
"Eu mostro a ele coisas que acho que vão funcionar, e ele adiciona às dele. A gente tem uma playlist colaborativa", explicou McCartney. "Um amigo dele, que é pintor, até fez uma capinha para ela".
O repertório que os dois construíram juntos mistura gerações de forma reveladora. A lista começa com "Margaritaville", de Jimmy Buffett — descrito por McCartney como um "grande amigo" — e logo em seguida emenda "All of the Lights", de Kanye West. Dali, a seleção passa por Daft Punk e Tame Impala, "escolhas de Arthur".
As contribuições de McCartney trazem um recorte mais pessoal e histórico. Ele citou "Waterloo Sunset", clássico dos Kinks, e "Sunny Goodge Street", de Donovan — uma canção dos anos 1960 recomendada com entusiasmo: "Você conhece 'Sunny Goodge Street'? É ótima. É uma música do Donovan dos anos 60. É muito bonita".
O último nome mencionado na playlist foi Dominic Fike, especificamente pela versão que o cantor norte-americano gravou de "Kiss of Venus". A inclusão diz muito sobre o ouvido de McCartney: mesmo com mais de oito décadas de vida e um dos maiores catálogos da história da música, ele continua atento ao que acontece no presente — e encontra nessa troca com o neto uma forma natural de se manter conectado ao que as novas gerações estão ouvindo.
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