João Rock 2026 reúne multidão em Ribeirão Preto e celebra diversidade da música brasileira
Festival esgotou os ingressos e levou milhares ao Parque Permanente de Exposições com mais de 12 horas de shows
Embalado por ritmos que passaram pelo forró, rock, rap, reggae, MPB e pop brasileiro, o João Rock transformou Ribeirão Preto (SP) em um grande palco de música nacional neste sábado, 1º. O festival reuniu artistas, e fãs, de diferentes gerações e estilos, sem abrir mão de suas raízes no rock.
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Ao longo de mais de 12 horas, os quatro palcos do festival receberam nomes consagrados da música, como Marina Sena, Djonga, CPM 22, Lagum, Detonautas, Criolo, Zé Ramalho, Alceu Valença, Os Paralamas do Sucesso, BaianaSystem, Urias e Armandinho.
A noite foi especial principalmente para os fãs do Detonautas, que iniciaram no João Rock a nova turnê da banda. A apresentação foi baseada no álbum “Rádio Love Nacional”, lançado em março deste ano. O vocalista, Tico Santa Cruz, contou que a escolha de iniciar a turnê em Ribeirão Preto foi por causa da importância do festival no cenário nacional e pela possibilidade de se conectar com novos ouvintes.
“O festival é uma oportunidade do Detonautas mostrar para públicos diferentes [...]. Muitas vezes, o fã de uma outra banda vem para assistir o festival e acaba fazendo contato com a nossa música”, disse o vocalista Tico Santa Cruz antes do show. Além de se conectar com novos fãs, o artista ainda revelou que, pelos bastidores, é possível o início de novas parcerias. “Essa pluralidade que o João Rock apresenta é muito saudável para todo mundo”.
Outro destaque foi para o show do Zé Ramalho, que contou com uma bagagem de 50 anos de carreira e um público para lá de fiel. Não foi necessário exagerar no brilho dos recursos audiovisuais para encantar os presentes, que se empolgaram e cantaram sucessos como Kriptônia e Beira-Mar.
A mesma habilidade de pintar sorrisos nos rostos dos fãs foi percebida ao longo da apresentação de Alceu Valença. Um dos ápices foi com a faixa Morena Tropicana, quando o pernambucano criou uma espécie de micareta no palco João Rock.
Marina Sena, por sua vez, foi, novamente, uma estrela da noite, chamando a multidão para o palco Aquarela, onde o foco foram as mulheres. A estrela mineira, por sinal, se emocionou e foi às lágrimas em praticamente metade de sua apresentação.
Apesar dos nomes que dominam, ou dominaram, as paradas, houve espaço ainda para artistas menores, com foco no Eisenbahn Rock Station, onde foi possível assistir às apresentações de novos talentos do rock: Dupont, Drenna, Alexia, Giovanna Moraes e Jambu.
As bandas foram escolhidas por meio da ação Olheiros do Rock, criada para identificar e impulsionar novos artistas com a ajuda de fãs do gênero. Para além da música, teve ainda atividades que garantiram diversão, como a tirolesa e roda-gigante.

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