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"O meu terreiro é o palco", diz Milton Nascimento

21 set 2011 - 13h56
(atualizado às 14h51)
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Em entrevista à revista QUEM, que chega às bancas nesta quarta-feira (21), o cantor Milton Nascimento falou sobre seus afilhados. "São 118. Se um pai chega com o filho e pede que eu batize, nunca digo não. Tenho afilhados no candomblé, espiritismo, catolicismo e budismo", declarou.

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Com 68 anos de idade, o cantor relembrou uma das apresentações que fez na época da ditadura militar e disse ter sentido a presença de Deus. "No meio do show, apareceu, do nada, uma luz amarela muito forte da plateia. Víamos o brilho dos olhos das pessoas. Falei: 'Poxa, como é que posso ser tão burro? O meu terreiro é o palco'. Desde então, o palco é a coisa mais importante da minha vida".

No dia 23, Milton subirá ao palco do Rock in Rio para a fazer a abertura do evento. Durante a entrevista, ele contou que os três minutos de silêncio pela paz mundia o emocionou na edição de 2001 do festivall. "Quase caí do palco. Mexeu tanto comigo que ia cantar Imagine, do John Lennon, mas não estava aguentando, chorava mesmo. Entrei no camarim e James Taylor e Sting começaram a me acalmar", lembrou.

Ele disse também que já sentiu inveja de Paul McCartney por ter tido a ideia de usar ébano e marfim nas teclas do piano, representando a integração racial, na música Ebony and Ivory. "Um dia, estava em casa e começou a tocar no rádio. Fui prestando atenção à letra e, no fim, tive vontade de quebrar o piano ou me quebrar. Fiquei uma fera, queria ter feito aquela música, inveja total", comentou.

Milton Nascimento fez uma apresentação na última sexta-feira (5) no Rio de Janeiro
Milton Nascimento fez uma apresentação na última sexta-feira (5) no Rio de Janeiro
Foto: Anderson Borde / AgNews
Fonte: Terra
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