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Há 25 anos, Michael Jackson lançava 'Invincible', seu último álbum

Com orçamento milionário, o projeto inaugurou uma disputa judicial entre o Rei do Pop e a Sony

30 out 2026 - 17h14
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Resumo
Lançado em 2001, "Invincible" foi o último álbum de estúdio de Michael Jackson. Orçado em cerca de US$ 30 milhões, tornou-se um dos discos mais caros da história e estreou em primeiro lugar na Billboard 200, apesar das críticas mistas. O projeto destacou a faixa "You Rock My World" e desencadeou um conflito público entre o cantor e a Sony Music: Jackson acusou a empresa de racismo e falta de divulgação, enquanto a gravadora rebateu alegando que o astro se recusou a fazer uma turnê promocional.

Em 30 de outubro de 2001, há 25 anos, o público conhecia Invincible, o décimo e último álbum de Michael Jackson, que morreu em junho de 2009. Sucessor de HIStory: Past, Present and Future, Book I (1995), o disco de orçamento milionário levou anos para ser construído.

Michael Jackson
Michael Jackson
Foto: Dave Hogan/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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O álbum reúne 16 faixas, entre elas  "Cry", "Butterflies" e "Unbreakable". Ao longo do trabalho é possível perceber uma variedade de temas, que passam desde a infância do Rei do Pop, quando era vocalista principal da banda de sua família, The Jackson 5, até críticas à mídia. O single "You Rock My World", em homenagem a seus filhos, foi indicado ao Grammy Awards de 2002 na categoria de Melhor Performance Vocal Pop Masculina.

Em seu lançamento, Invincible alcançou o primeiro lugar na parada Billboard 200 nos Estados Unidos e em mais diversos países. Apesar do sucesso de estreia, o álbum recebeu críticas mistas, alguns o consideravam repetitivo, outros um retorno triunfal.

Para o artista, o trabalho foi um dos seus melhores, consideram tão bom quanto ou até melhor que Thriller (1982), o álbum mais vendido da história da música.

O disco começou a ser construído por Jackson em 1997. Grandes nomes da música, entre dezenas de músicos e produtores, participaram do projeto, que custou cerca de US$ 30 milhões e tornou um dos álbuns mais caros da história. Em entrevista à revista People, uma fonte disse que a Sony desembolsou ainda 25 milhões de dólares em publicidade.

Lançado pela gravadora Epic Records, o projeto inaugurou uma disputa pública entre Jackson e a Sony, depois de a empresa encerrar a promoção do álbum cerca de um ano depois do lançamento.

Na época, uma fonte disse à People: "A Sony fez Michael ganhar uma quantia obscena de dinheiro. Ele é uma das pessoas mais talentosas que já pisaram neste planeta, mas agora está se comportando de forma queixosa e egocêntrica".

Ao mesmo tempo, o artista criticava abertamente a decisão e acusou a empresa de explorar artistas negros, "elas [as gravadoras] roubam, trapaceiam, fazem tudo o que podem. Principalmente contra os artistas negros". Jackson chegou a chamar o então presidente, Tommy Mottola, de "diabo". As acusações foram negadas pela Sony e por Mottola.

A empresa dizia que Jackson se recusou a embarcar em uma turnê promocional para o álbum, o que teria prejudicado o desempenho do álbum.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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