BTS volta a São Paulo nesta quarta; relembre as principais polêmicas do grupo
De acusações de plágio a episódios envolvendo símbolos nazistas e embriaguez ao volante, grupo sul-coreano acumulou controvérsias
O BTS volta a se apresentar no Brasil nesta quarta-feira, 28, com o primeiro de três shows da turnê mundial Arirang, no estádio do MorumBIS, em São Paulo. As outras apresentações estão marcadas para sexta-feira, 30, e sábado, 31. A passagem pelo País ocorre sete anos depois dos shows realizados em 2019.
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Formado por RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook, o grupo sul-coreano enfrentou, ao longo da carreira, controvérsias envolvendo letras de músicas, declarações, figurinos e episódios individuais. Em 2026, uma acusação de plágio e reclamações sobre a estrutura dos shows na América do Sul também provocaram repercussão.
Relembre os principais casos.
Reclamações sobre a estrutura dos shows em São Paulo
Às vésperas das apresentações no Brasil, fãs do BTS questionaram a redução do número de telões da turnê Arirang. Enquanto shows realizados na Ásia, na Europa e na América do Norte tiveram 12 painéis de LED, a estrutura adotada na América do Sul conta com quatro.
As reclamações levaram o Procon-SP e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) a notificar as empresas responsáveis pelos espetáculos. O Ministério Público de São Paulo também cobrou explicações sobre divergências entre o mapa de setores divulgado na venda dos ingressos e a planta técnica publicada pela Prefeitura.
Em comunicado divulgado em 26 de outubro, a Live Nation atribuiu as diferenças na estrutura a limitações logísticas e de cronograma. A produtora afirmou que o formato corresponde ao projeto previsto para a etapa sul-americana. As reclamações são dirigidas principalmente aos organizadores, e não aos integrantes da banda.
Acusação de plágio na música "Swim" (2026)
Em julho de 2026, três compositores norte-americanos entraram com uma ação judicial nos Estados Unidos alegando que a música "Swim", lançada pelo BTS no álbum Arirang, apresenta semelhanças com uma composição inédita de mesmo nome.
Steve Cooper, Jon Sandler e Greylyn Johnson afirmaram que a gravação produzida por eles havia sido compartilhada com profissionais da indústria musical antes do lançamento da faixa do BTS.
O processo foi apresentado contra empresas como Hybe e Big Hit Music e compositores envolvidos na produção. Nenhum integrante do BTS foi incluído entre os réus.
A gravadora negou as acusações de plágio, afirmou que a música é uma criação independente e anunciou que contestaria a ação judicial.
Boné de Jungkook com referência a slogan político (2025)
Jungkook pediu desculpas em junho de 2025 depois de aparecer usando um boné com a frase "Make Tokyo Great Again" ("Torne Tóquio grande novamente"), durante um ensaio para uma apresentação de J-Hope.
A inscrição faz referência ao slogan político "Make America Great Again", popularizado por Donald Trump. A frase também foi associada a movimentos nacionalistas japoneses, o que provocou críticas na Coreia do Sul, país que permaneceu sob domínio colonial japonês entre 1910 e 1945.
Após a repercussão, o cantor declarou que não havia considerado as implicações políticas e históricas da expressão. Jungkook pediu desculpas aos fãs e informou que havia descartado o acessório. A marca responsável pelo boné também pediu desculpas, mas negou intenção política no desenho.
Suga é multado por dirigir veículo elétrico embriagado (2024)
Suga, cujo nome verdadeiro é Min Yoon-gi, envolveu-se em um caso policial em agosto de 2024, após conduzir uma scooter elétrica sob efeito de álcool em Seul, capital da Coreia do Sul.
O cantor caiu ao tentar estacionar o veículo perto de casa e foi submetido ao teste do bafômetro. A concentração de álcool registrada foi de 0,227%, acima do limite de 0,08% previsto para a cassação da habilitação no país.
Em setembro daquele ano, a Justiça sul-coreana determinou o pagamento de uma multa de 15 milhões de won, aproximadamente R$ 62 mil na cotação da época. A habilitação do artista também foi cassada.
Suga reconheceu o erro e pediu desculpas publicamente. O episódio provocou manifestações de fãs que chegaram a pedir a saída do cantor do grupo.
Declaração sobre a Guerra da Coreia provoca reação na China (2020)
Uma declaração de RM, líder do BTS, durante uma premiação em outubro de 2020, provocou críticas nas redes sociais chinesas.
Ao receber o prêmio Van Fleet, concedido pela Korea Society por contribuições às relações entre Estados Unidos e Coreia do Sul, o cantor homenageou as vítimas e os militares que participaram da Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953.
A declaração mencionou o sofrimento compartilhado por sul-coreanos e norte-americanos, mas não fez referência à China, que participou do conflito ao lado da Coreia do Norte.
Internautas chineses interpretaram o discurso como uma desconsideração ao papel dos soldados do país. A controvérsia também atingiu campanhas publicitárias de empresas associadas ao BTS.
Camiseta de Jimin com imagem de bomba atômica (2018)
Em novembro de 2018, o BTS teve uma apresentação cancelada pelo programa japonês Music Station, da emissora TV Asahi, após a repercussão de imagens de Jimin usando uma camiseta com a representação de uma explosão atômica.
A peça também apresentava imagens da libertação da Coreia do domínio japonês, em 1945, e palavras relacionadas ao patriotismo e à independência.
O figurino provocou críticas no Japão, especialmente pela associação visual entre a libertação coreana e os bombardeios atômicos realizados pelos Estados Unidos naquele ano.
A Big Hit Entertainment divulgou um pedido de desculpas e afirmou que nem o grupo nem a empresa apoiavam o uso de armas nucleares ou pretendiam ofender as vítimas dos bombardeios.
Símbolos associados ao nazismo (2018)
No mesmo ano, o BTS enfrentou outra controvérsia envolvendo figurinos e imagens associadas ao nazismo.
Fotos antigas de RM usando um boné com um símbolo nazista, durante um ensaio fotográfico de 2014, voltaram a circular nas redes sociais. O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica dedicada ao combate ao antissemitismo, criticou o episódio.
Também surgiram questionamentos sobre bandeiras utilizadas em uma apresentação do grupo, consideradas semelhantes a símbolos nazistas.
A Big Hit Entertainment pediu desculpas e afirmou que a empresa deveria assumir a responsabilidade pelas escolhas de figurino. A gravadora declarou ser contrária ao nazismo, ao totalitarismo e a organizações extremistas.
Letras consideradas machistas (2016)
O BTS também foi alvo de críticas por letras de músicas que parte do público considerou machistas, especialmente a canção "War of Hormone", lançada em 2014.
A composição recebeu questionamentos por trechos interpretados como uma forma de objetificação das mulheres. Publicações antigas nas redes sociais dos integrantes também foram criticadas.
Em julho de 2016, a Big Hit Entertainment divulgou um comunicado reconhecendo que algumas letras poderiam ser interpretadas como ofensivas, independentemente da intenção dos autores.
A empresa e os integrantes pediram desculpas e afirmaram que levariam as críticas em consideração na produção de trabalhos futuros.
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