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BTS volta a São Paulo nesta quarta; relembre as principais polêmicas do grupo

De acusações de plágio a episódios envolvendo símbolos nazistas e embriaguez ao volante, grupo sul-coreano acumulou controvérsias

28 out 2026 - 05h00
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Banda BTS em foto de 2023
Banda BTS em foto de 2023
Foto: Divulgação / HYBE Entertainment

O BTS volta a se apresentar no Brasil nesta quarta-feira, 28, com o primeiro de três shows da turnê mundial Arirang, no estádio do MorumBIS, em São Paulo. As outras apresentações estão marcadas para sexta-feira, 30, e sábado, 31. A passagem pelo País ocorre sete anos depois dos shows realizados em 2019.

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Formado por RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook, o grupo sul-coreano enfrentou, ao longo da carreira, controvérsias envolvendo letras de músicas, declarações, figurinos e episódios individuais. Em 2026, uma acusação de plágio e reclamações sobre a estrutura dos shows na América do Sul também provocaram repercussão.

Relembre os principais casos.

MorumBIS, palco do show do BTS em São Paulo
MorumBIS, palco do show do BTS em São Paulo
Foto: Divulgação / São Paulo Futebol Clube

Reclamações sobre a estrutura dos shows em São Paulo

Às vésperas das apresentações no Brasil, fãs do BTS questionaram a redução do número de telões da turnê Arirang. Enquanto shows realizados na Ásia, na Europa e na América do Norte tiveram 12 painéis de LED, a estrutura adotada na América do Sul conta com quatro.

As reclamações levaram o Procon-SP e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) a notificar as empresas responsáveis pelos espetáculos. O Ministério Público de São Paulo também cobrou explicações sobre divergências entre o mapa de setores divulgado na venda dos ingressos e a planta técnica publicada pela Prefeitura.

Em comunicado divulgado em 26 de outubro, a Live Nation atribuiu as diferenças na estrutura a limitações logísticas e de cronograma. A produtora afirmou que o formato corresponde ao projeto previsto para a etapa sul-americana. As reclamações são dirigidas principalmente aos organizadores, e não aos integrantes da banda.

Acusação de plágio na música "Swim" (2026)

Em julho de 2026, três compositores norte-americanos entraram com uma ação judicial nos Estados Unidos alegando que a música "Swim", lançada pelo BTS no álbum Arirang, apresenta semelhanças com uma composição inédita de mesmo nome.

Steve Cooper, Jon Sandler e Greylyn Johnson afirmaram que a gravação produzida por eles havia sido compartilhada com profissionais da indústria musical antes do lançamento da faixa do BTS.

O processo foi apresentado contra empresas como Hybe e Big Hit Music e compositores envolvidos na produção. Nenhum integrante do BTS foi incluído entre os réus.

A gravadora negou as acusações de plágio, afirmou que a música é uma criação independente e anunciou que contestaria a ação judicial.

Jungkook, cantor do BTS, apareceu em um ensaio com um boné escrito "Make Tokyo Great Again", em alusão a um slogan político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Jungkook, cantor do BTS, apareceu em um ensaio com um boné escrito "Make Tokyo Great Again", em alusão a um slogan político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: Reprodução

Boné de Jungkook com referência a slogan político (2025)

Jungkook pediu desculpas em junho de 2025 depois de aparecer usando um boné com a frase "Make Tokyo Great Again" ("Torne Tóquio grande novamente"), durante um ensaio para uma apresentação de J-Hope.

A inscrição faz referência ao slogan político "Make America Great Again", popularizado por Donald Trump. A frase também foi associada a movimentos nacionalistas japoneses, o que provocou críticas na Coreia do Sul, país que permaneceu sob domínio colonial japonês entre 1910 e 1945.

Após a repercussão, o cantor declarou que não havia considerado as implicações políticas e históricas da expressão. Jungkook pediu desculpas aos fãs e informou que havia descartado o acessório. A marca responsável pelo boné também pediu desculpas, mas negou intenção política no desenho.

Suga é multado por dirigir veículo elétrico embriagado (2024)

Suga, cujo nome verdadeiro é Min Yoon-gi, envolveu-se em um caso policial em agosto de 2024, após conduzir uma scooter elétrica sob efeito de álcool em Seul, capital da Coreia do Sul.

O cantor caiu ao tentar estacionar o veículo perto de casa e foi submetido ao teste do bafômetro. A concentração de álcool registrada foi de 0,227%, acima do limite de 0,08% previsto para a cassação da habilitação no país.

Em setembro daquele ano, a Justiça sul-coreana determinou o pagamento de uma multa de 15 milhões de won, aproximadamente R$ 62 mil na cotação da época. A habilitação do artista também foi cassada.

Suga reconheceu o erro e pediu desculpas publicamente. O episódio provocou manifestações de fãs que chegaram a pedir a saída do cantor do grupo.

RM, líder do BTS
RM, líder do BTS
Foto: Divulgação / Netflix

Declaração sobre a Guerra da Coreia provoca reação na China (2020)

Uma declaração de RM, líder do BTS, durante uma premiação em outubro de 2020, provocou críticas nas redes sociais chinesas.

Ao receber o prêmio Van Fleet, concedido pela Korea Society por contribuições às relações entre Estados Unidos e Coreia do Sul, o cantor homenageou as vítimas e os militares que participaram da Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953.

A declaração mencionou o sofrimento compartilhado por sul-coreanos e norte-americanos, mas não fez referência à China, que participou do conflito ao lado da Coreia do Norte.

Internautas chineses interpretaram o discurso como uma desconsideração ao papel dos soldados do país. A controvérsia também atingiu campanhas publicitárias de empresas associadas ao BTS.

Estampa de camiseta que Jimin usou durante uma apresentação na TV japonesa em 2018; material gravado nunca foi ao ar
Estampa de camiseta que Jimin usou durante uma apresentação na TV japonesa em 2018; material gravado nunca foi ao ar
Foto: Reprodução / Ourhistory

Camiseta de Jimin com imagem de bomba atômica (2018)

Em novembro de 2018, o BTS teve uma apresentação cancelada pelo programa japonês Music Station, da emissora TV Asahi, após a repercussão de imagens de Jimin usando uma camiseta com a representação de uma explosão atômica.

A peça também apresentava imagens da libertação da Coreia do domínio japonês, em 1945, e palavras relacionadas ao patriotismo e à independência.

O figurino provocou críticas no Japão, especialmente pela associação visual entre a libertação coreana e os bombardeios atômicos realizados pelos Estados Unidos naquele ano.

A Big Hit Entertainment divulgou um pedido de desculpas e afirmou que nem o grupo nem a empresa apoiavam o uso de armas nucleares ou pretendiam ofender as vítimas dos bombardeios.

Boné usado por RM, líder do BTS, durante ensaio fotográfico em 2014 mostra um símbolo nazista
Boné usado por RM, líder do BTS, durante ensaio fotográfico em 2014 mostra um símbolo nazista
Foto: Reprodução / X

Símbolos associados ao nazismo (2018)

No mesmo ano, o BTS enfrentou outra controvérsia envolvendo figurinos e imagens associadas ao nazismo.

Fotos antigas de RM usando um boné com um símbolo nazista, durante um ensaio fotográfico de 2014, voltaram a circular nas redes sociais. O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica dedicada ao combate ao antissemitismo, criticou o episódio.

Também surgiram questionamentos sobre bandeiras utilizadas em uma apresentação do grupo, consideradas semelhantes a símbolos nazistas.

A Big Hit Entertainment pediu desculpas e afirmou que a empresa deveria assumir a responsabilidade pelas escolhas de figurino. A gravadora declarou ser contrária ao nazismo, ao totalitarismo e a organizações extremistas.

Letras consideradas machistas (2016)

O BTS também foi alvo de críticas por letras de músicas que parte do público considerou machistas, especialmente a canção "War of Hormone", lançada em 2014.

A composição recebeu questionamentos por trechos interpretados como uma forma de objetificação das mulheres. Publicações antigas nas redes sociais dos integrantes também foram criticadas.

Em julho de 2016, a Big Hit Entertainment divulgou um comunicado reconhecendo que algumas letras poderiam ser interpretadas como ofensivas, independentemente da intenção dos autores.

A empresa e os integrantes pediram desculpas e afirmaram que levariam as críticas em consideração na produção de trabalhos futuros.

Fonte: Portal Terra
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