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DNA confirma Ted Bundy como assassino de adolescente de Utah 52 anos após o crime

Melissa Ann Smith desapareceu em outubro de 1974 e seu caso nunca teve um suspeito formal

27 out 2026 - 18h37
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Resumo
Avanços na tecnologia de genotipagem permitiram confirmar que Ted Bundy assassinou Melissa Ann Smith, de 17 anos, em Utah, solucionando o crime após 52 anos. O teste conectou amostras preservadas da vítima ao material genético de Bundy, já identificado na morte de Laura Ann Aime. O assassino em série, executado em 1989, nunca havia confessado esse homicídio. Com o avanço, as autoridades locais agora investigam a ligação do criminoso com pelo menos outros três casos não resolvidos no estado.

Uma amostra de DNA coletada na autópsia de Melissa Ann Smith em 1974 e preservada por mais de cinco décadas confirmou o que os investigadores do Condado de Summit, no Utah, suspeitavam há anos: a adolescente de 17 anos foi assassinada por Ted Bundy. O anúncio foi feito nesta terça, 27, em coletiva de imprensa em Park City, encerrando um caso que nunca teve um suspeito formal desde que um caçador encontrou o corpo de Smith em Summit Park, em 27 de outubro de 1974, nove dias após ela desaparecer depois de deixar uma amiga em uma pizzaria em Midvale.

Theodore Bundy, suspeito de assassinato e acusado pela morte das estudantes da FSU Margaret Bowman e Lisa Levy
Theodore Bundy, suspeito de assassinato e acusado pela morte das estudantes da FSU Margaret Bowman e Lisa Levy
Foto: Getty Images / Rolling Stone Brasil

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A conexão foi possível graças a uma tecnologia de genotipagem adotada pelo laboratório forense do Utah em 2023, capaz de gerar perfis de DNA completos a partir de amostras degradadas. Os investigadores partiram de outro caso: o de Laura Ann Aime, também de 17 anos, morta no Utah algumas semanas depois de Smith. Em abril de 2026, o DNA encontrado no corpo de Aime foi comparado com uma amostra de sangue de Bundy preservada na Flórida e confirmado como seu. Em 14 de julho deste ano, o laboratório encontrou correspondência entre o material genético dos dois casos, ligando Smith ao mesmo assassino. A promotora do Condado de Summit, Margaret Olson, descreveu a conclusão como resultado da confluência entre o DNA e evidências de "padrão, motivo, meios e oportunidade" que marcavam o modus operandi de Bundy.

O que o DNA não revela, o histórico documentado de Bundy preenche. Em outubro de 1974, ele morava em Salt Lake City, onde cursava direito na Universidade de Utah, e acumulava crimes na região. Naquele mesmo mês, sequestrou Carol DaRonch, 18 anos, perto de um shopping da cidade, em um caso que o levaria à prisão. Louis S. Smith, chefe da polícia de Midvale e pai de Melissa, deixou a corporação em 1980 após 27 anos de serviço e morreu em 1985 sem ver o caso da filha resolvido. A mãe, Joan, morreu em 2024. A irmã, Jolene, em 2014.

Bundy foi executado na cadeira elétrica em 24 de janeiro de 1989 em Raiford, na Flórida, condenado pelos assassinatos de duas mulheres na república da sorority Chi Omega da Florida State University e de uma menina de 12 anos em Lake City, crimes de 1978. Nos dias anteriores à execução, confessou ao menos 30 assassinatos em vários estados, incluindo crimes que as autoridades ainda não haviam descoberto. O de Melissa Smith não estava entre eles: Bundy nunca admitiu tê-la matado. Com o encerramento deste caso, o DNA foi mais longe do que as próprias confissões do assassino.

A investigação agora aponta para ao menos mais três casos não resolvidos possivelmente ligados a Bundy no Utah: Nancy Wilcox, 16 anos, do condado de Salt Lake, considerada sua primeira vítima no estado; Susan Curtis, 15 anos, desaparecida em 1975 durante uma conferência juvenil na Brigham Young University; e Deborah Smith, encontrada morta perto do aeroporto de Salt Lake City em 1976. O sargento Mike Reynolds, do Condado de Utah, encerrou a coletiva com uma frase: "Com cada encerramento de caso, que possamos pisotear a memória de Ted Bundy."

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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