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Geese só ficou famoso por causa de algoritmos? Gravadora responde

Diretores da Partisan Records rejeitam narrativa de que sucesso da banda americana ocorreu da noite para o dia de surpresa e detalham trabalho feito por anos

22 mai 2026 - 15h09
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A ascensão do Geese à fama foi tão meteórica quanto controversa. O grupo americano se tornou o nome mais badalado do indie rock graças ao seu álbum mais recente, Getting Killed (2025) — eleito um dos melhores discos de 2025 por Rolling Stone Brasil —, mas alguns detratores argumentaram ser parte de uma conspiração. Agora, a gravadora da banda respondeu.

Geese
Geese
Foto: Mark Sommerfeld / Rolling Stone Brasil

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Em entrevista à Billboard, Tim Putnam e Zena White, respectivamente CEO e COO da Partisan Records, revisitaram a trajetória do selo indie. A conversa, naturalmente, abordou o conjunto americano.

Putnam explicou que o selo só conseguiu os recursos necessários graças a uma parceria com a Play It Again Sam, outra gravadora independente com participação do Universal Music Group. Ele falou sobre como não parava de escutar o trabalho de estreia do Geese, Projector (2021):

"Além do talento da banda tão jovem, as canções tinham algo único, especial. Eu passei grande parte da pandemia dirigindo por aí, ouvindo as músicas do grupo."

Segundo o executivo, as circunstâncias da pandemia limitaram a promoção do álbum. Entretanto, o disco seguinte, 3D Country (2023), criou um ambiente no qual a banda começou a ganhar notoriedade em círculos indie. A estreia solo do vocalista Cameron Winter, Heavy Metal (2024), só contribuiu para o perfil ascendente do grupo.

Por isso, Putnam contrariou a narrativa que o sucesso de Getting Killed foi uma surpresa:

"Foi mais alívio que surpresa. Não pegou a gente de surpresa porque, internamente, a ascensão do Geese não foi rápida… Quando Getting Killed foi entregue para nós, sabíamos que a banda havia feito algo especial. Além disso, o sucesso de Heavy Metal havia preparado o terreno e se espalhado para dentro da janela de lançamento de Getting Killed. Um alimentou o outro e continua assim."

Zena White ressaltou que a Partisan trabalha como se Geese e a carreira solo de Cameron Winter fossem uma coisa só — algo claro desde 3D Country. Além disso, ofereceu sua opinião quanto ao motivo para o sucesso do álbum, que esgotou o estoque inicial de vinil no dia do lançamento:

"O jeito que [Geese e Cameron Winter] pegaram fogo e capturaram a atenção das pessoas honestamente me dá esperança para a era musical em que estamos. Pessoas estão rejeitando o algoritmo. Querem pensar e sentir. Não querem ser alimentadas de conteúdo."

Campanha de marketing do Geese

Ironicamente, o motivo pelo qual o Geese se encontra no meio de polêmica recentemente é justamente por causa do algoritmo. Uma reportagem da Wired apontou como a Partisan trabalhou com a empresa Chaotic Good Projects para fazer o marketing digital de Heavy Metal e Getting Killed.

A companhia americana revelou em entrevista à Billboard que sua estratégia consiste em manipulação de tendências digitais e do algoritmo de redes sociais, através de disseminação de clipes por contas fantasmas ou parcerias com influencers para capturar a atenção do algoritmo. Isso levou a Wired a descrever o sucesso do Geese como um "psy-op", termo usados por teoristas da conspiração para se referir a uma campanha de manipulação psicológica do público.

Reação à reportagem

Entretanto, essa caracterização foi disputada por diversas fontes. Em artigo para o site Consequence, o jornalista Wren Graves explicou como as ações da Chaotic Good Projects fazem parte da realidade atual da indústria musical. Toda campanha de marketing tenta explorar o algoritmo com esse mesmo objetivo e a empresa trabalha com vários outros artistas cujo sucesso não foi descrito da mesma maneira que o Geese na reportagem, tais quais Mk.gee, Wet Leg e Oklou.

Graves até apontou como a inspiração para a matéria da Wired — um post no Substack da cantora e compositora Eliza McLamb — trata mais sobre o problema inerente do cenário atual que força artistas a precisar contratar firmas como a Chaotic Good. Segundo ela, a questão não está relacionada a bandas enganando o algoritmo, mas, sim, o controle que este tem sobre toda forma de descoberta cultural.

Geese e Cameron Winter atualmente

Quanto ao Geese, a banda anunciou em abril uma turnê pelos Estados Unidos para o segundo semestre. Inicialmente, seriam 21 shows no país entre setembro e novembro, mas foram anunciadas mais 12 datas devido à alta demanda por ingressos.

Por sua vez, Cameron Winter se apresenta solo no próximo domingo, 24, no C6 Fest 2026, em São Paulo, no palco C6 Lab. Os ingressos estão esgotados.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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