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Funkeiro foragido, MC Negão Original lança música que alcança 12º lugar entre mais ouvidas no Brasil

Cantor é suspeito de integrar grupo especializado em golpes digitais

19 jun 2026 - 15h51
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MC Negão Original foi alvo de uma operação e fevereiro, mas não foi localizado
MC Negão Original foi alvo de uma operação e fevereiro, mas não foi localizado
Foto: Reprodução/Instagram

O nome do funkeiro MC Negão Original figura entre os artistas mais ouvidos desta sexta-feira, 19, pelo Brasil, na plataforma de streaming musical Spotify. O feito poderia ser comemorado pelo artista, não fosse um pequeno detalhe: ele está foragido. 

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MC Negão Original é um dos cantores por trás da música Cuida do Pet, lançada em maio deste ano. Até por volta das 15h30 desta sexta, a produção aparecia como a 12ª mais ouvida no País, na playlist Top 50 Brasil. 

Quando a música foi lançada, o funkeiro já era considerado foragido. Ele foi um dos principais alvos de uma megaoperação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo realizada em fevereiro. Na ocasião, os agentes buscavam cumprir 53 mandados de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento em golpes como do "falso do advogado", do INSS e da "mão fantasma".

Durante a operação, a polícia foi até ao menos dois endereços ligados a João Vitor Ribeiro, o MC Negão Original, em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, mas o cantor não foi encontrado. Sua defesa também não foi localizada.

Mesmo foragido, MC Negão Original continua com perfis ativos nas redes sociais, onde tem ao menos 3,4 milhões de seguidores no Instagram e promove suas músicas. 

Conforme a Polícia Civil, os crimes investigados incluem associação criminosa (para cometimento de fraude) e estelionato por meio digital, além de lavagem de dinheiro inclusive por meio de bets e fintechs.

Um dos golpes pelos quais o grupo é investigado é o do "falso advogado", em que criminosos obtém dados dos profissionais e, se passando por eles, entram em contato com clientes com processos em aberto e pedem transferências via Pix, geralmente com a justificativa de que o valor irá destravar algum falso benefício judicial.

O grupo estaria envolvido também na aplicação do chamado golpe do INSS, em que os golpistas se passam por funcionários da previdência por telefone para obter dados sensíveis e sacar dinheiro das vítimas, e do golpe da "mão invisível" (ou "mão fantasma"), em que criminosos invadem remotamente os celulares dos alvos após envio de links maliciosos.

Fonte: Portal Terra
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