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Fãs especulam que Drake teria lançado três álbuns de uma vez para se livrar do contrato com a UMG

Letras de 'Iceman' fazem referências diretas à gravadora e alimentam teoria de que o rapper estaria cumprindo obrigações contratuais de uma vez; precedente de Frank Ocean em 2016 é citado

15 mai 2026 - 08h57
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O lançamento triplo de Drake na madrugada desta sexta, 15, gerou uma teoria que tomou conta das redes sociais nas horas seguintes: a de que Iceman, Habibti e Maid of Honour foram lançados simultaneamente não por impulso criativo, mas como estratégia para encerrar o vínculo do rapper com a Republic Records, divisão da Universal Music Group, mesma empresa que ele processa judicialmente há meses. A hipótese ganhou força quando os fãs começaram a vasculhar as letras dos três discos.

Foto: Prince Williams/Wireimage / Rolling Stone Brasil

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Em "Make Them Pay", uma das faixas de Iceman, Drake rapa: "Seria melhor ser independente, deveriam me deixar sair. Porque eu só quero ser livre." A linha é direta e, no contexto do processo judicial em andamento contra a UMG, soou para muitos como algo mais do que uma metáfora. Em "Janice STFU", outra faixa do mesmo disco, ele vai além: "Juro que minha gravadora precisa me liberar." E em "B's on the Table", com 21 Savage, o rapper declara que está "lutando contra o sistema, não processando o rapper", referência aparente a Kendrick Lamar, deixando claro onde ele vê o verdadeiro adversário.

O detalhe que alimentou ainda mais a especulação está na própria ficha técnica dos projetos: os três álbuns aparecem no Apple Music listados como lançamentos da OVO "sob licença exclusiva para a Republic Records, uma divisão da UMG Recordings, Inc." A formulação — "sob licença exclusiva" em vez de simplesmente assinados pela gravadora, é exatamente o tipo de linguagem contratual que, segundo fãs e analistas da indústria, pode indicar que Drake detém a propriedade do master e está cumprindo uma obrigação de entrega de álbuns antes de seguir em frente de forma independente.

O precedente mais citado nas discussões é o de Frank Ocean em 2016. Na época, o cantor lançou Endless (um visual album de baixo perfil) e, um dia depois, soltou Blonde de forma completamente independente, fora do contrato com a Def Jam. A teoria amplamente aceita na época era de que Endless havia sido usado para cumprir a obrigação contratual com a gravadora, liberando Ocean para lançar seu trabalho mais importante sem interferência. A situação foi parcialmente complicada por uma fonte da Associated Press meses depois, mas o paralelo com o movimento de Drake é inevitável.

Nem Drake nem a UMG se manifestaram sobre a teoria. O processo judicial do rapper contra a gravadora segue em andamento, ele acusa a empresa de ter manipulado artificialmente os streams de "Not Like Us", de Kendrick Lamar, durante a disputa entre os dois em 2024. Se o lançamento triplo é ou não parte de uma estratégia de saída, só o tempo — e possivelmente os tribunais — dirá.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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