Ex de Bad Bunny vence disputa judicial por vocal usado em 'Un Verano Sin Ti'
Carliz De La Cruz Hernández recebeu sinal verde para levar adiante sua reivindicação sobre a tag "Bad Bunny baby" em "Dos Mil 16"
A ex-namorada de Bad Bunny pode dar continuidade a um processo que acusa a estrela do reggaeton de ter usado, sem permissão, uma gravação da voz dela dizendo "Bad Bunny baby" na música "Dos Mil 16", de 2022.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @centralsonora.
Em uma decisão de 80 páginas obtida pela Rolling Stone EUA, o Supremo Tribunal de Porto Rico concluiu que Carliz De La Cruz Hernández pode seguir com a alegação de que o uso da gravação violou seu direito de proteger sua identidade contra exploração comercial. Bad Bunny, nascido Benito Martinez Ocasio, vem contestando o processo desde que ele foi aberto, em 2023.
Nos autos, De La Cruz Hernández afirma que começou a namorar Bad Bunny em 2011 e gravou a frase a pedido dele em 2015. O casal se separou mais tarde, reatou em 2017 e terminou novamente, embora — segundo ela — tenha continuado a se comunicar de forma intermitente até 2019.
De acordo com De La Cruz Hernández, ela nunca autorizou o uso da gravação em "Pa Ti", lançada em 2015, nem em "Dos Mil 16", faixa do álbum de enorme sucesso Un Verano Sin Ti (2022). Ela alega que Bad Bunny e sua empresa, a Rimas Entertainment, usaram o áudio dela em serviços de streaming, redes sociais, televisão, rádio e campanhas promocionais, transformando-o em um gancho de marketing que alimentou o interesse no relacionamento de idas e vindas do casal e impulsionou vendas. Ela também afirma que os réus lucraram injustamente com sua voz sem compensá-la, e o Supremo Tribunal entendeu que ela apresentou fatos suficientes para sustentar a alegação de um uso comercial plausível.
Embora De La Cruz Hernández possa avançar com a reivindicação relacionada a "Dos Mil 16", a corte considerou que ela demorou demais para buscar indenização por "Pa Ti". O prazo prescricional para a música anterior já havia expirado, decidiu o tribunal.
Em sua decisão, a maioria também reverteu um arquivamento anterior do pedido de direitos autorais de De La Cruz Hernández. O tribunal entendeu que ela tem o direito de levar adiante a alegação de que a gravação de sua performance vocal pessoal e distinguível pode ser protegível por direito autoral.
As tentativas de contato com os advogados de ambos os lados não tiveram sucesso imediato na sexta-feira. Um juiz dissidente disse que teria rejeitado ambas as alegações, entendendo que nenhuma delas era amparada pela lei.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.