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Em única passagem pelo Brasil, Morrissey focou carreira solo

31 mar 2012 - 11h24
(atualizado em 31/5/2012 às 16h59)
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Quando veio ao Brasil pela primeira vez, em 2000, a situação de Morrissey era muito semelhante à atual: o cantor já era conhecido primordialmente como o ex-líder do The Smiths, não tinha gravadora e preferia evitar falar com jornalistas, ainda que o fizesse a contragosto. Algumas coisas, no entanto, mudaram de uma década para cá. Primeiro, o cantor, que ganhou notoriedade de ídolo cult, agora é cinquentão; segundo, desta vez, dificilmente ele terá o temor de tocar diante de uma casa de shows vazia, seu grande medo na ocasião.

Com ingressos já esgotados para a apresentação em São Paulo, que ocorre no próximo dia 11 de março, no Espaço das Américas, com transmissão ao vivo do Terra, e com ótimas vendagens registradas em Belo Horizonte e Rio de Janeiro - onde faz shows, respectivamente, no Chevrolet Hall, no dia 7, e na Fundição Progresso, no dia 9 -, o ídolo britânico deve vir tranquilo ao País. E por fatores muito claros Vale lembrar que o show na capital paulista será transmitido pelo Terra no projeto Terra Live Music In Concert, que também exibirá o show de Noel Gallagher, maio.

Em sua única passagem pelo Brasil, Morrissey impressionou ao mostrar que, apesar de sua carreira estar em baixa na ocasião, tinha cacife para fazer um giro solo bem-sucedido por aqui. No Olympia, finada casa de shows da capital paulista, cuja lotação não superava as 4 mil pessoas, ele emocionou o público com um set list bastante particular, focado principalmente em sua carreira solo.

Com um repertório de quase duas horas contendo 18 canções, Morrissey e sua banda de acompanhamento executaram nas duas noites na capital paulista apenas cinco músicas do The Smiths, cujas atividades foram encerradas 25 anos atrás, em 1987. Apesar disso, nem de longe isso pareceu incomodar os aficionados fãs do cantor, que soma mais do que o dobro de trabalhos individuais em comparação com os produzidos com o grupo - foram 9 discos solo contra 4 com o The Smiths.

Is It Really So Strange?, Half A Person, Meat Is Murder, Shoplifters Of The World Unite e Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me foram as únicas músicas do quarteto inglês conferidas pelos paulistanos, sendo quatro em cada um dos shows.

Nas outras três cidades por onde passou, a coisa não mudou muito de figura, com a diferença de que Porto Alegre viu todas as cinco mesmas canções executadas em São Paulo no acanhado Bar Opinião, enquanto Curitiba e Rio de Janeiro viram o britânico se limitar a um set list semelhante ao apresentado em cada uma das noites na capital paulista, com apenas quatro hits da banda que o consagrou.

Apesar da ótima recepção, que culminou com um incrível aumento no número de admiradores do cantor, alçado ao status de ídolo de uma geração sedenta por justiça e aberta à discussão de tabus, Morrissey nunca mais retornou ao País. Surpreendentemente, em 2004, chegou a passar pela América do Sul, decepcionando seus fãs brasileiros ao ter agendadas apenas apresentações no Chile e na Argentina - que têm a oportunidade de vê-lo pela terceira vez -, ambas com shows em grandes espaços, com excelente presença de público.

A volta ao Brasil também traz boas notícias aos fãs do The Smiths, grupo responsável por influenciar diversas bandas roqueiras do País na década de 1980, como Legião Urbana e Capital Inicial. Se, 12 anos atrás, Morrissey se limitou a cantar apenas quatro músicas de seu mais famoso projeto em cada apresentação ¿ com algumas exceções -, o set list dos shows ocorridos até agora na América do Sul é bastante promissor, contendo uma faixa a mais do grupo em relação ao ano 2000. Numericamente, parece pouco, mas para um fã...

Além disso, o cantor parece estar com a memória ainda fresca sobre o que ocorreu na ocasião: de todas as canções inclusas no repertório de mais de uma década atrás, apenas Meat is Murder, um grito contra os glutões que amam carne, lançado no disco homônimo do The Smiths, tem sido executada. Ou seja, o fã antigo não só terá a oportunidade de ver um Morrissey mais confiante do que nunca, como o fará em um show totalmente renovado. E não é exatamente isso que todo público quer?

Terra Live Music

A plataforma de shows transmitidos ao vivo faz parte da estratégia do Terra de fortalecer seu investimento em música. Batizado de Terra Live Music, o projeto em 2012 é ambicioso e inclui a realização de um programa semanal, todas às quintas-feiras, a partir das 16h, com participação do internauta e edições especiais de shows com atrações internacionais. O projeto espera impactar mais de 80 milhões de pessoas - entre a cobertura na web e a presença física em shows.

"Eis o motivo de eu estar na indústria da música: eu me comunico com as pessoas sem a inconveniência de ter que telefonar para alguém", no documentário 'The Importance of Being Morrissey', de 2003
"Eis o motivo de eu estar na indústria da música: eu me comunico com as pessoas sem a inconveniência de ter que telefonar para alguém", no documentário 'The Importance of Being Morrissey', de 2003
Foto: Reuters
Fonte: Terra
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