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Quando Renato Rocha, membro esquecido da Legião Urbana, jogou a real sobre ex-colegas

Músico falecido em 2015 nunca escondeu seus problemas com outros integrantes da banda, desde sua entrada antes do primeiro álbum até sua demissão em 1989

15 jan 2026 - 17h28
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Quando pensamos na Legião Urbana, a imagem que vem à cabeça é de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Entretanto, havia outro integrante nos primórdios da banda: Renato Rocha. E ele nunca escondeu o que pensava dos ex-companheiros.

Renato Rocha, baixista da Legião Urbana
Renato Rocha, baixista da Legião Urbana
Foto: reprodução / YouTube / Rolling Stone Brasil

O músico conheceu os integrantes em Brasília e não teve uma impressão positiva deles de cara. Isso em grande parte por andarem em grupos distintos de punks: Rocha era skinhead e os membros da Legião, fãs de pós-punk.

Após uma tentativa de suicídio de Renato Russo que afetou seus braços às vésperas da gravação do álbum de estreia da banda, Rocha foi recrutado. O baixista contou em entrevista ao jornalista Luiz Cesar Pimentel, da revista Zero, em 2002:

"Como ele tocava baixo, precisava de alguém para o lugar dele. Eu sabia todas as músicas, as letras. Entrei quatro dias antes do início das gravações. Acabamos virando a maior banda do Brasil."

(** No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV), associação civil sem fins lucrativos, oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, gratuitamente, 24 horas por dia. Qualquer pessoa que queira e precise conversar, pode entrar em contato com o CVV, de forma sigilosa, pelo telefone 188, além de e-mail, chat e Skype, disponíveis no site www.cvv.org.br.)

Rocha ficou na Legião até 1989, contribuindo na composição de hits como "Daniel na Cova dos Leões" e "Quase Sem Querer", ambas do álbum Dois (1985). Entretanto, as diferenças fundamentais entre o baixista e os outros integrantes - especialmente a postura destes perante à fama e riqueza - continuaram presentes.

Na mesma entrevista, o músico ainda disse:

"Eu fumava meu baseado inocente, tomava minha dose de uísque e ficava pensando: 'Cara, eu estou fazendo a melhor coisa do mundo: ganhando grana pra fazer música, e neguinho fica aí se lamentando à toa, reclamando do bife'. Eu aproveitei minha fase rock. Os caras não tinham atitude roqueira, não falava com a galera, esnobavam os fãs. Pra mim ficar na Legião era um sacrifício."

O baixista ainda não poupou críticas a Dado Villa-Lobos. Rocha acusou o guitarrista de acatar aos desejos da esposa, Fernanda, impedindo uma turnê mundial da banda.

Ele ainda disse que o colega poderia ter impedido sua demissão em 1989, logo antes de eles assinarem um contrato novo para gravar As Quatro Estações, lançado naquele mesmo ano. 

Renato Rocha após a Legião Urbana

Ao longo dos anos subsequentes à sua saída da Legião Urbana, Renato enfrentou problemas sérios de alcoolismo e foi encontrado por reportagem do programa Domingo Espetacular, da Record, morando na rua. Ele recebia apenas R$ 900 por mês de direitos autorais, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Depois dessa reportagem, Rocha foi internado algumas vezes em clínicas de reabilitação por amigos e participou de shows comemorativos da Legião. Em 2015, durante um fim de semana no qual estava liberado de sua desintoxicação, o músico faleceu de parada cardíaca.

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