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Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo': 'Dissecar o artista'

Elize Fleury, de 25 anos, acumulou mais de 8 milhões de visualizações após ensinar as técnicas vocais do porto-riquenho

1 mar 2026 - 04h58
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Elize Fleury, cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga, explica 'segredo' e detalha processo:

Parece mágico, quase surreal. Ela presta atenção nas vozes de artistas do pop e reproduz numa facilidade intrigante. Assistir aos vídeos dá até um ‘nó’ na cabeça. Foi assim que Elize Fleury acumulou milhões de visualizações nas redes sociais. Na série que produz, a cantora ensina técnicas vocais e chama atenção por soar quase idêntica, mesmo quando o alvo é um homem, como Bad Bunny.

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Quando o cantor porto riquenho estava prestes a desembarcar para seu primeiro show no Brasil, a carioca sacou logo de cara: precisava aproveitar o hype e ensinar como imitar o artista. “Sou uma mulher, não vai ficar idêntico”, avisou Elize no início vídeo. Quem caiu no canto da sereia, se surpreendeu. No final do passo a passo, parecia até que ela estava dublando Benito, de tão semelhante. 

Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Foto: Adriana Oliveira; Reprodução/Instagram

Apesar de ser o vídeo mais visto da série, com 8,5 milhões de visualizações só no Instagram, essa não é a primeira vez que Elize choca a internet com suas imitações. Na sua lista, estão artistas como Dua Lipa, Lady Gaga, Ariana Grande, Rosalía e a brasileira Gal Costa. 

De Lady Gaga a Bad Bunny na voz 

“Em três passos você consegue imitar a Lady Gaga”. A frase parece ousada demais, até ela provar que realmente funciona. A facilidade em imitar as vozes de artistas sempre esteve na vida de Elize Fleury, de 25 anos. A carioca é formada em direito pela Unirio, mas desde muito nova sempre soube que queria trabalhar com a voz. 

“Eu sou apaixonada por línguas e gosto de ficar buscando as minúcias dos sotaques, inclusive os brasileiros. Fico de bobeira falando sozinha, com os meus amigos, com a minha família. Aqui em casa é uma loucura, a gente brinca de falar em línguas diferentes, usar sotaques diferentes. Então foi muito espontâneo o surgimento do ‘Como imitar’”, conta. 

A ideia é antiga, mas só foi posta em prática alguns anos depois, quando Elize encontrou o timing perfeito. Em maio de 2025, Lady Gaga era o assunto do momento. A artista voltaria ao Brasil após o cancelamento traumático do Rock in Rio 2017 para um show gratuito em Copacabana, no Rio de Janeiro. 

A carioca, que esteve na apresentação, viu a oportunidade de reacender uma paixão antiga. “Eu me apresentava imitando ela no show de talentos da escola quando era pequena. Quando publiquei o ‘Como Imitar a Gaga’, foi assustador. Eu não esperava um feedback tão positivo”, admitiu. 

Atualmente, o vídeo já acumula mais de 6 milhões de visualizações e comentários impressionados. “Nasceu com o afinador Cifra Club na garganta”, brincou um perfil. “Estou tentando saber se é IA”, disse outro, impressionado com a similaridade do timbre.  

‘Parece muito ambicioso’

Ao ver a repercussão positiva, Elize não parou mais. Dua Lipa, Ariana Grande, Rosalía e até a brasileiríssima Gal Costa foram “dissecadas” pela cantora em sua série de imitações. 

O negócio ficou ‘sério’ mesmo quando ela se propôs a imitar Bad Bunny. O sotaque forte de Porto Rico e a voz grave foram perfeitamente driblados pelo sazón de Elize. Assim como no vídeo de Lady Gaga, a repercussão a surpreendeu. 

“Eu juro que não é falsa humildade. Sempre fico muito apreensiva quando publico os vídeos, ainda mais quando fiz o Bad Bunny, que é um homem. Sempre digo: ‘Gente, eu tenho minhas limitações, não vai ficar muito parecido’. Mas o feedback das pessoas é muito, muito positivo. ‘Caramba, ficou igual, só fechar os olhos’”, conta. 

Para Elize, o gatilho para prender as pessoas no vídeo é a curiosidade. “Parece muito ambicioso, né? Você escolher um artista, seja a Gaga que tem um uma voz colossal, um timbre único, é uma potência, a Rosalía também. Você chegar com um vídeo falando como se fosse super simples, em três passos você consegue imitar… A pessoa certamente tem uma estranheza, uma desconfiança”, argumenta. 

“Penso que também existe uma curiosidade, como ‘ok, ela lançou o desafio, vamos ver o que que sai aqui’”, completa. 

Fórmula intuitiva e sem ‘tecniquês’ demais

Timbres, trêmulos, vibratos, canto lírico, voz de peito. São todos termos que Elize traz nos seus vídeos de imitações. Mesmo assim, a técnica vocal entra em seus conteúdos de maneira leve, longe de ser papo de conservatório musical. 

Segundo a cantora, a linguagem mais simples veio de maneira natural, já que, para a surpresa de muitos, nem mesmo ela fez faculdade de música. 

“Gosto muito de ser clara no que eu estou falando. Não tenho formação formal, sempre fiz aula por fora. Também não estudei fisiologia da voz, não sei muitos termos técnicos. É até uma lacuna minha, digamos assim, que me faz usar uma linguagem mais simples e fruto de uma sensibilidade”, considera. 

Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Foto: Adriana Oliveira

Quando pensa nos roteiros dos vídeos, Elize sempre faz questão de que a explicação fique clara para todos. “Isso me traz muita satisfação, porque ser um comunicador é você conseguir passar propriamente uma mensagem com clareza”, defende. 

Por causa das imitações, muitas pessoas procuram a carioca para saber se ela dá aulas de canto. A resposta sempre surpreende: não. “Para eu dar aula para alguém, eu precisaria estudar didática, precisaria estudar, de fato, todos aqueles termos técnicos e esse não é o meu objetivo. Eu poderia, se eu fosse capaz de me dividir em várias”, pondera. 

O processo e o artista mais desafiador 

Na hora de escolher o próximo alvo das imitações, Elize deixa o lado fã falar mais alto. “É um misto de artistas que eu realmente gosto, que eu já escuto no dia a dia, então já entendo como ele coloca a voz e experimento se eu consigo imitar ou não”, detalha. 

O outro critério, claro, é a relevância. Se um artista está sendo falado no momento, não tem por que não ‘surfar’ no hype para engajar, como aconteceu com o fenômeno Bad Bunny. 

Depois de escolhido, Elize senta para construir o roteiro do vídeo. Segundo a cantora, é a parte mais difícil de todo o trabalho. “Tenho que ‘dissecar’ o artista e escrever meu roteiro falando. Preciso muito que tenha esse toque da oralidade para ser palpável para as pessoas. É a parte mais cansativa”, admite. 

Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Foto: Adriana Oliveira

O primeiro passo é entender a base da voz desse cantor. “A forma como o artista coloca voz diz muito sobre a personalidade dele e eu acho isso mágico. Apesar de tudo, é um trabalho muito divertido e satisfatório para mim também. Uma coisa é escutar no dia a dia e curtir a música, outra é você parar para reparar nisso”, emenda. 

Ao refletir sobre a estrela que mais deu trabalho na hora da imitação, Elize responde sem dúvidas: Rosalía. A espanhola formada em Flamenco pela Universidade de Barcelona foi um desafio e tanto por conta de suas técnicas vocais. 

“Foi difícil de roteirizar, de dissecar e de executar. É muito complexo! Fora aquele timbre de garganta apertado, de laringe contraída que a gente chama, que dá esse toque jovial para ela, como se fosse uma menina cantando, sabe? Mas é uma menina muito forte. Isso é muito incrível”, tenta descrever. 

Foi Rosalía que causou uma das maiores surpresas para Elize, que é fã de seu trabalho. Quando publicou sua imitação no TikTok, a carioca tentou marcar o perfil da espanhola, mas não conseguiu. 

Foi então que veio o susto: “Fui no perfil dela e eu vi que ela me seguia. A Rosalía me segue no TikTok! Eu acho que essa é a coisa mais inacreditável de tudo que eu já passei com a música”, exalta. 

‘Hoje sou a menina que faz imitações’

Com mais de 560 mil seguidores apenas no Instagram, os vídeos que fazem mesmo sucesso no perfil de Elize são os de imitações. Preparando seu primeiro álbum autoral, a cantora tem receio que os seguidores passem a acompanhá-la apenas para ouvir a voz de outros artistas. 

“É uma pulga atrás da minha orelha, mas eu acho que tudo é uma questão de como você conta a história do próximo capítulo. As pessoas criam expectativas sobre algo que é familiar a elas. Hoje eu sou a menina que faz imitações de outros artistas. Agora, vou começar a passar o recado de que eu também tenho as minhas músicas”, pondera. 

Mesmo com a maior parte das visualizações vindo de sua série de imitações de artistas já consagrados, Elize fica feliz com o feedback quando publica alguma ‘palinha’ autoral. “Eu não imaginaria isso em nenhum cenário, é mágico”, diz. 

“Estou muito animada para colocar essas músicas no mundo. Escrevi mais nova, entre 18 e 20 anos e é engraçado você trazer esse material de outro momento da sua vida, mas quero começar por elas”, complementa. 

Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Cantora que viralizou imitando Bad Bunny e Lady Gaga explica 'segredo' e detalha o processo
Foto: Divulgação

Em paralelo a isso, o projeto de imitações segue firme e com uma próxima artista já em mente: Billie Eilish. Segundo Elize, o que mais a motiva a estudar e ensinar sobre a voz desses astros é a paixão pela língua. 

“Sou apaixonada por português, amo ser brasileira, mas cantar em outra língua tem um aspecto mágico, porque é como se você tivesse cantando em código. Como não é sua língua materna, é como se você estivesse lendo um encantamento num livro místico. As palavras têm um sabor diferente”, tenta descrever. 

De idiomas, a carioca sabe bem. Em 2025, Elize ganhou o concurso do programa Monomane the World, da Fuji TV, no Japão, cantando em japonês. Para o futuro, ela quer seguir se arriscando em outros ‘códigos’. “Meu desejo é brincar com línguas e exercer essa liberdade”, afirma.

Fonte: Portal Terra
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