Dolby Atmos: como ele pode ser relevante para a música nas plataformas digitais
Atualmente, muito se fala na tecnologia Dolby Atmos, principalmente para quem é assinante da plataforma Apple Music. Afinal, alguns álbuns já podem ser ouvidos com este recurso. Mas o que ele traz de tão diferente para esses tempos?
A tecnologia Dolby Atmos foi desenvolvida pela Dolby Laboratories e ela promove uma experiência auditiva sem precedentes na atual indústria musical, atualmente norteada pelas plataformas digitais. O consumidor tem a oportunidade de ouvir seu álbum ou música preferida com um som sorround, tornando cada elemento sonoro inserido em uma canção mais realista, mais imersivo.
A indústria do cinema foi a primeira beneficiada com este sofisticado recurso sonoro: ele é encontrado normalmente em aparelhos como home theaters, headphones e em alguns smartphones.
Atualmente, a Apple Music dispõe deste recurso em seu catálogo musical. A empresa iniciou a atualização para Dolby Atmos em 20 milhões de músicas e a ideia era que em 2021 ela expandisse para as 90 milhões de faixas que atualmente compôe seu catálogo.
Não é de hoje que esta tecnologia foi experimentada na música: em 2017, o clássico álbum Automatic For The People do R.E.M., ganhou uma versão comemorativa de 25 anos com o disco totalmente remasterizado em Dolby Atmos.
A indústria musical, que já viveu tantas transformações tecnológicas ao longo das décadas, parecia ter chegado ao seu limite no quesito inovação - o streaming foi o último formato desenvolvido para consumo -, mas o Atmos deve se considerar mais uma conquista. É nesse ponto que este recurso torna-se relevante para as plataformas digitais.
Há uma grande expectativa de que o Spotify, concorrente direto da Apple Music, também conte com faixas e álbuns em Atmos. Porém, a empresa parece ter se concentrado com afinco nos podcasts.
Deve se considerar que, a remasterização de um álbum com esta tecnologia, ainda é muito custoso para artistas e gravadoras.