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Daniel Caesar volta ao Tiny Desk para apresentar seu último disco

Cantor retorna à série de concertos após seis anos com coral de 12 pessoas

6 jan 2026 - 09h15
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Daniel Caesar volta ao NPR Tiny Desk para apresentar seu último disco

Cantor retorna à série de concertos após seis anos com coral de 12 pessoas

Daniel Caesar retornou ao Tiny Desk com uma apresentação do seu mais recente álbum, Son of Spergy (2025). Acompanhado por um coral de 12 integrantes, a performance marcou um retorno grandioso para o músico que apareceu pela última vez na série em 2018 para um set que acumulou mais de 34 milhões de visualizações ao longo dos últimos seis anos. A nova foi ainda maior, bastante emocional, com arranjos vocais complexos que elevaram as canções do álbum a novos patamares.

Foto: Michael Blackshire / Los Angeles Times via Getty Images / Rolling Stone Brasil

Naquela primeira apresentação de 2018, Caesar selecionou músicas de seu álbum de estreia Freudian (2017), incluindo "Get You" e "Best Part", além do lançamento inicial de carreira "Japanese Denim". O cantor expandiu consideravelmente sua discografia desde então, incluindo um single pop de sucesso com Justin Bieber chamado "Peaches" (2021) e três novos álbuns: CASE STUDY 01 (2019), Never Enough (2023) e Son of Spergy.

Nesta nova participação, Caesar abriu seu set com "Rain Down", a faixa de abertura de Son of Spergy que conta com participação de Sampha. E embora artistas geralmente conversem e compartilhem comentários rápidos com quem está presente para contextualizar suas seleções no Tiny Desk, Caesar optou por manter as músicas fluindo sem interrupção, focado totalmente na apresentação, mas sem tanto carisma. Ele passou de "Rain Down" para "Emily's Song", seguida por "Moon", "Who Knows" e "Sins of the Father", todas do último álbum. Conforme o set progredia, o cantor alternava entre o piano e suas guitarras acústica e elétrica, demonstrando versatilidade instrumental.

https://www.youtube.com/watch?v=rMWjbb2l5BE

A apresentação de 20 minutos foi boa, mas faltou conexão com o público. Para os fãs mais exigentes — como eu —, também faltaram faixas dos outros projetos que cairiam muito bem no acústico, como "Cyanide", "Always" ou até a colaboração com Rex Orange County, "There's a Field (That's Only Yours)". Entendemos que o foco era divulgar o último álbum, mas a primeira passagem pelo Tiny Desk ainda é mais marcante.

Sobre Son of Spergy

Com produção majoritária própria e uma lista de colaboradores de alto nível, o disco chega com um título que remete a "Spergy", apelido de seu pai — e sinaliza que este trabalho é, acima de tudo, sobre família, herança e identidade.

O álbum foi gravado durante uma viagem à Jamaica, terra natal de seu pai, o que amplifica o tom de retorno às raízes. Neste cenário, Caesar não apenas revisita sua linhagem, mas coloca-se como filho e aluno, buscando entender de onde veio antes de decidir para onde vai. O resultado é um disco menos preocupado com o sucesso imediato e mais interessado em despertar ecos — ecos de história, de fé, de voz e de silêncio. Son of Spergy é denso, belo, contemplativo.

Se Never Enough (2023) era o espelho da vulnerabilidade moderna — um disco sobre amor não correspondido, perda e reconstrução —, Son of Spergy surge como o contraponto espiritual. Lá, Daniel Caesar parecia tatear no escuro da dúvida; aqui, ele parece caminhar guiado por uma lanterna interna.

Essa guinada de dentro para fora molda a espinha dorsal do projeto. O álbum mistura confissão e contemplação. As letras são bastante reflexivas, autopunitivas, com metáforas bíblicas e desabafos íntimos, e o ritmo parece lento de propósito, como se cada verso fosse uma respiração controlada entre lembranças. Caesar ora soa como filho arrependido, ora como um homem em comunhão com as próprias falhas.

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