Coreógrafo acusa M. Jackson de abuso sexual; defesa nega: "absurdo"
Em 2005, o coreógrafo Wade Robson negou durante testemunho que Michael Jackson, então vivo, o tivesse molestado, durante o julgamento do rei do pop por abuso sexual. Agora, quase quatro anos depois da morte do astro, o jovem australiano de 30 anos voltou atrás. O representante dos bens de Jackson nega a acusação. As informações são do site TMZ.
De acordo com documentos do processo, divulgados na terça-feira (7), Robson pede dinheiro aos responsáveis pelo espólio de Jackson por ter abusado sexualmente dele quando ainda era criança. Os dois se conheceram em 1987, quando o acusador tinha 5 anos.
Aos 7, Robson passou a dormir com frequência nas residências do rei do pop - a opulenta Neverland, localizada em Santa Barbara, na Califórnia, e a mansão de Jackson em Las Vegas -, prática que manteve até os 14. Quando tinha 8 anos, o jovem, que se tornou um importante dançarino no cenário pop dos EUA, chegou até a participar de uma apresentação de Jackson, dançando a canção Star Search.
Nesta quarta-feira (8), o advogado responsável pelo espólio de Jackson, Howard Weitzman, chamou as acusações do coreógrafo de "absurdas e patéticas". "Este jovem testemunhou em tribunais por no mínimo duas vezes nos últimos 20 anos, além de ter dito em inúmeras entrevistas que Michael Jackson nunca fez nada inapropriado com ele", afirmou. "Agora, quase quatro anos depois que Michael se foi, esta triste e sem credibilidade reivindicação está sendo feita."
De acordo com fontes próximas a Robson, o jovem só não fez a acusação antes porque estava sofrendo de "memória reprimida", ou seja, não se recordava dos abusos.
Apesar da má fama que as acusações e os julgamentos deram a Jackson a partir de 1993, o cantor foi absolvido de todas as acusações de abuso sexual que sofreu ao longo dos anos.