Como Anika Nilles se adaptou ao entrar para o Rush
Baterista alemã conta que precisou deixar certos aspectos de seu próprio estilo de lado em favor do som certo dentro do contexto da banda
Anunciada em outubro de 2025 para a turnê de reunião do Rush, a baterista alemã Anika Nilles revelou à Rolling Stone os desafios de substituir o falecido Neil Peart. Para tocar clássicos como "Tom Sawyer" fielmente, ela precisou abrir mão de sua técnica usual e tocar com mais força física para emular a pegada do músico. Embora não fosse fã ardorosa da banda antes do convite de Alex Lifeson e Geddy Lee, o mergulho no catálogo gerou nela profunda admiração pela genialidade musical e melódica de Peart.
Em outubro de 2025, Anika Nilles ganhou uma tarefa gloriosa ao ser anunciada como a substituta do falecido Neil Peart para uma turnê de reunião do Rush. Entretanto, preencher o lugar de um dos maiores bateristas da história requer trabalho.
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Em entrevista à Rolling Stone, a musicista alemã discutiu o desafio de não apenas aprender o catálogo da banda, mas ser capaz de absorver o estilo de Peart sem soar como uma cópia barata. Segundo Anika, isso significou abandonar parte de sua própria técnica em músicas a exemplo de "Tom Sawyer".
Ela explicou:
"Essa canção requer uma levada bem específica para soar boa com Alex [Lifeson, guitarrista] e Geddy [Lee, vocalista e baixista]. O que acontece em termos técnicos é factível. Você precisa tornar isso parte do seu DNA. Mas a levada de todas essas partes é bem especial, além de ser difícil, porque precisei abandonar parte da minha própria técnica, que uso na hora de tocar aquelas semicolcheias complicadas."
Ajuste de Anika Nilles em "Tom Sawyer"
Nilles explicou mais a fundo a diferença entre a sua técnica e a de Neil nessa canção em particular. Ela normalmente usa o pulso para criar dois sons distintos, enquanto Peart só usava mais o antebraço para fazer um som bem particular. Isso demandou "sacrifícios" pelo bem do material:
"Pra fazer a levada e o som certos, precisei abrir mão disso. Preciso tocar mais no músculo e menos na técnica pra fazer soar certo. E essa é a última música do set na maior parte das noites! Então pensei comigo mesma: 'Ok, vamos fazer isso. Hora de concentrar'."
Apreciação por Neil Peart
Apesar disso, a oportunidade de mergulhar de cabeça nas composições deu à alemã uma apreciação renovada pelas contribuições de Peart. Especialmente sua capacidade de injetar musicalidade em toda e qualquer parte de bateria:
"Ele constantemente adicionava coisas às partes da bateria a ponto de você pensar: 'O que diabos está acontecendo?' Ele fazia isso em detalhes junto dos vocais. Acho que grande parte disso vem do fato dele escrever as letras, então estava focado nas partes líricas e juntou isso com a percussão, melodicamente. É por isso que não dá para apenas fazer seu estilo nisso. É necessário apreciar e compreender como uma composição musical em sua totalidade."
Ainda na entrevista, Nilles reiterou algo que já havia revelado antes. Ela não era uma fã inveterada do Rush antes de receber o convite de Alex Lifeson e Geddy Lee para fazer o teste. Entretanto, após se debruçar sobre o material, ela agora é uma grande admiradora do grupo.
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