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Nicki Minaj naufraga com o barco de Trump, após quase todos os candidatos que ela apoiou terem sido derrotados.

A rapper defendeu Trump e os republicanos após as surpreendentes derrotas nas eleições de meio de mandato

6 nov 2026 - 07h06
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Resumo
Após atuar como porta-voz da campanha MAGA, Nicki Minaj viu quase todos os candidatos republicanos que apoiou serem derrotados nas eleições de meio de mandato, marcadas por uma expressiva vitória democrata no Congresso. Apesar do revés político e de enfrentar uma cobrança judicial de mais de 300 mil dólares em honorários advocatícios não pagos, a rapper foi às redes sociais para reafirmar sua lealdade incondicional a Donald Trump e atacar os críticos do movimento conservador.

Depois que os democratas conquistaram tanto a Câmara quanto o Senado, Donald Trump teve um colapso total — e Nicki Minaj seguiu o mesmo caminho.

Nicki Minaj (Win McNamee/Getty Images)
Nicki Minaj (Win McNamee/Getty Images)
Foto: Rolling Stone Brasil

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A rapper passou boa parte dos últimos meses atuando como uma das porta-vozes favoritas do movimento MAGA, marcando presença em diversos eventos na Casa Branca e chegando a participar da campanha eleitoral ao lado de Trump, numa tentativa de impulsionar os republicanos nas eleições de meio de mandato. Agora que os democratas conquistaram praticamente tudo — num claro repúdio nacional a Trump e ao Partido Republicano —, Minaj redobra a aposta e reafirma seu compromisso com o movimento ao qual decidiu aderir no início deste ano.

Após um breve período de silêncio na sequência dos resultados das eleições de meio de mandato, Minaj expôs suas queixas no dia seguinte, por meio de uma publicação com 15 pontos na rede social X. Entre os itens de sua lista, a rapper fez diversas declarações, desde as mais óbvias ("Trump AINDA é o seu PRESIDENTE") até outras nem tanto ("Talvez agora o nosso povo ACORDE").

Minaj também parabenizou a deputada republicana Anna Paulina Luna pela vitória na disputa pelo 13º Distrito Congressional da Flórida (resultado que, no momento da publicação, ainda não havia sido confirmado pela Associated Press) e Byron Donalds, um fervoroso apoiador de Trump, que venceu a eleição para governador no estado.

Vale ressaltar que a maioria dos candidatos que Minaj apoiou publicamente durante as eleições de meio de mandato foi derrotada, incluindo o republicano Mike Rogers, que perdeu para o democrata Abdul El-Sayed na disputa por uma vaga aberta no Senado por Michigan; o candidato republicano ao governo de Michigan, John James, que perdeu para a democrata Jocelyn Benson; e o candidato republicano ao governo de Nova York, Bruce Blakeman, que foi derrotado pela atual governadora, Kathy Hochul.

Donalds parece ser o único candidato bem-sucedido entre as escolhas de Minaj. Em mais uma reviravolta infeliz, enquanto Minaj aparecia diante de um local de votação em New Hampshire na terça-feira, seus antigos advogados voltaram ao tribunal reiterando a alegação de que ela não pagou os honorários advocatícios referentes a um processo por violação de direitos autorais. O valor deve ultrapassar 300 mil dólares. Pelo visto, nem mesmo o Chucky está dando trégua à rapper.

Em outro ponto no X, Minaj alfinetou o público ao escrever: "Elon CONTINUA sendo um trilionário e vocês CONTINUAM postando no aplicativo dele. Tenho certeza de que os acionistas apreciam o diálogo". Ela também mencionou o chatbot Grok, de Musk, classificando-o como um "produto fenomenal que mudou significativamente a minha vida para melhor".

Esse desabafo bizarro é o episódio mais recente do mergulho de Minaj no universo MAGA de Trump. Em outubro, Minaj embarcou no Air Force One com Trump a caminho de um comício e concedeu uma entrevista fictícia com o presidente. Ela exaltou Trump como empresário e um "cara bacana" que teria "vencido três eleições" — embora, na verdade, ele tenha vencido duas.

Acontece que a bajulação não leva a lugar nenhum. O Partido Democrata está prestes a conquistar mais de 250 cadeiras na Câmara dos Representantes — uma vantagem expressiva — e pelo menos 55 cadeiras no Senado, após vencer disputas acirradas em estados como Texas, Carolina do Sul, Kansas, Maine e Iowa. As derrotas contundentes por todo o país deixaram claro: os Estados Unidos não toleram mais os tropeços econômicos de Trump, a guerra contra o Irã e as promessas não cumpridas.

FONTE: Rolling Stone

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