Steve Ellis, cantor do clássico de 1967 'Everlasting Love', morre aos 76 anos
O vocalista inglês emplacou vários sucessos no top 10 no Reino Unido com seu grupo, Love Affair
Steve Ellis, vocalista da banda Love Affair, morreu aos 76 anos devido a complicações de uma doença crônica. O cantor inglês ficou mundialmente famoso em 1968 ao alcançar o topo das paradas britânicas com o clássico "Everlasting Love", superando até Os Beatles. Após deixar o grupo em 1970, Ellis atuou em outros projetos musicais, afastou-se temporariamente da carreira após um grave acidente e retornou aos palcos posteriormente, gravando álbuns com artistas como Roger Daltrey e Paul Weller.
Steve Ellis, o cantor inglês cujo grupo, Love Affair, tirou Os Beatles do topo das paradas com o single "Everlasting Love", de 1967, faleceu na última sexta-feira, 30 de outubro. Ele tinha 76 anos.
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A morte de Ellis foi confirmada em sua página no Facebook. Não foi informada a causa exata do falecimento, embora a publicação mencione "complicações decorrentes de uma doença crônica", acrescentando que Ellis "partiu pacificamente na noite de 30 de outubro de 2026, na presença de seus entes queridos".
A banda Love Affair foi formada em 1966, quando Ellis ainda era adolescente, e emplacou uma rápida sequência de sucessos, começando por "Everlasting Love". Composta por Buzz Carson e Marc Gayden, a canção foi, inicialmente, um sucesso na voz do cantor americano Robert Knight, alcançando a 13ª posição na Billboard Hot 100.
Embora a versão de Knight já fosse uma joia do soul, rica e de ritmo acelerado, o Love Affair conseguiu tornar a música ainda mais grandiosa. Em um relato de 2015, Ellis relembrou que, ao chegar para gravar a canção, não encontrou seus colegas de banda, mas sim uma orquestra de 40 músicos e um grupo de instrumentistas de estúdio de primeira linha. "Dois takes, pronto. Foi só isso", disse Ellis.
A versão do Love Affair foi lançada em dezembro de 1967. Para atrair atenção, o assessor de imprensa do grupo organizou uma ação promocional que consistiu em fazer com que os integrantes da banda subissem na estátua de Eros, situada no centro da Shaftesbury Memorial Fountain, em Piccadilly Circus, Londres. Ellis acabou ficando preso no topo da estátua e precisou ser resgatado pelos bombeiros. A banda foi detida e multada; em fevereiro de 1968, "Everlasting Love" alcançou o primeiro lugar na parada de singles do Reino Unido, desbancando "Hello, Goodbye", d'Os Beatles.
Como muitos artistas, Ellis desenvolveu uma relação complicada com sua canção mais famosa. Ele evitou apresentá-la ao vivo por um tempo mas, no fim, acabou cedendo e dando aos fãs o que eles queriam.
"Você não pode virar as costas para a sua própria história; não dá para deixar de fazer o que as pessoas querem", disse ele. "É uma daquelas músicas que marcam o seu tempo, a sua época. Quando a tocamos ao vivo, todo mundo vai à loucura. Geralmente encerramos o show com ela, e talvez a gente volte ao palco depois. Por um tempo, isso chegou a ser quase uma maldição, mas depois pensei: 'Sabe de uma coisa? Na verdade, eu tenho sorte'. Ter um disco dessa magnitude aos 17 anos... isso me ajudou muito."
O Love Affair lançou mais três singles que chegaram ao Top 10 no Reino Unido: "Rainbow Valley", "A Day Without Love" e "Bringing on Back the Good Times". Ellis deixou o grupo em 1970 e formou sua própria banda, chamada Ellis, com o tecladista Zoot Money.
Seu grupo seguinte, Widowmaker, obteve um sucesso modesto com dois álbuns lançados no final da década de 1970; no entanto, no início da década de 1980, Ellis já havia abandonado a música, vivendo no sul da Inglaterra e trabalhando, satisfeito, nas docas. Contudo, um acidente inesperado com uma empilhadeira destruiu seus pés, resultando em quase uma década de cirurgias e fisioterapia.
Com o tempo, Ellis recuperou as forças e decidiu voltar à música. Ele passou a fazer apresentações ao vivo regularmente e gravou diversos álbuns, incluindo um disco de 2015, The Best of Days, com Roger Daltrey e Paul Weller.
FONTE: Rolling Stone
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