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A crítica de líder do Men at Work à extrema direita por uso de música

Colin Hay condena a apropriação do hit "Down Under" por movimentos conservadores na Austrália: 'Vão escrever a sua própria canção, deixem a minha em paz'

23 jan 2026 - 14h01
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O músico Colin Hay, vocalista e líder da banda australiana Men at Work, manifestou publicamente seu repúdio ao uso não autorizado do clássico "Down Under" em eventos políticos ligados à extrema direita.

Colin Hay, do Men at Work, em 2025
Colin Hay, do Men at Work, em 2025
Foto: Scott Legato / Getty Images / Rolling Stone Brasil

O descontentamento do artista surgiu após a canção — praticamente um hino não oficial da Austrália — ter sido utilizada em comícios do grupo March for Australia. O movimento é associado a pautas ultraconservadoras e nacionalistas.

Hay foi enfático ao afirmar que "desaprova veementemente" a associação de sua obra a movimentos extremistas. Para o músico, "Down Under" foi escrita como uma celebração da identidade australiana e um comentário sobre a perda de espírito do país, e não como uma ferramenta para promover agendas políticas que ele considera alheias aos valores de união e tolerância.

"Gostaria de deixar claro que desaprovo veementemente qualquer uso não autorizado e sem licença de 'Down Under' em eventos da Marcha pela Austrália. 'Down Under', uma canção que coescrevi, não pertence àqueles que tentam semear xenofobia no tecido da nossa grande nação, do nosso grande povo."

E acrescentou:

"A canção 'Down Under' é, em última análise, de celebração. É pela pluralidade e inclusão; pela união, não pela divisão. Vão escrever a sua própria canção, deixem a minha em paz."

Uso de músicas por políticos sem permissão

O caso de Colin Hay não é isolado, mas sim parte de uma crescente tensão entre a classe artística e políticos de direita e extrema direita. De acordo com levantamentos do The Guardian e registros históricos de campanhas eleitorais, o uso de músicas sem licenciamento ou contra a vontade dos autores tornou-se um ponto de conflito frequente nas democracias ocidentais.

Artistas alegam que o uso de suas canções em comícios sugere um endosso político inexistente. Isso pode manchar a marca do artista e alienar parte de seu público.

O exemplo mais emblemático dessa resistência é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma vasta lista de músicos e bandas já notificou judicialmente ou criticou publicamente o republicano pelo uso de suas obras, incluindo Neil Young, Rolling Stones, Bruce Springsteen, Abba, Adele e Aerosmith, dentre outros.

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