A banda em que cada membro era único, segundo John Dolmayan (System of a Down)
Apesar de os holofotes geralmente ficarem com o guitarrista desse grupo, baterista ressalta que todos os integrantes tinham algo interessante a oferecer
O baterista do System of a Down, John Dolmayan, compartilhou suas percepções sobre o impacto e a genialidade de uma das maiores bandas do rock pesado dos Estados Unidos.
Em entrevista ao podcast Paltrocast (via Blabbermouth), apresentado por Darren Paltrowitz, o músico destacou que, além do virtuosismo técnico, o Van Halen possuía uma dinâmica rara de se ver. Para ele, cada integrante exercia um papel único e fundamental.
Ao desenvolver seu ponto de vista, Dolmayan falou inicialmente sobre o aspecto da bateria, seu instrumento.
Ele comenta:
"Eu queria tocar bateria antes mesmo de saber quem era Van Halen. Mas o Van Halen introduziu um estilo diferente, porque acho que dá para dizer que parte da bateria era derivada do John Bonham. Isso só acontece porque todo mundo que toca bateria é derivado do John Bonham; sempre vai ter um toque assim. Mas o Van Halen fazia diferente. Era mais direto. Era pesado. Era como uma fusão de AC/DC e Led Zeppelin, e tinha músicos excepcionais, que eram bastante comuns naquela época, mas poucas pessoas tocavam com tanta melodia quanto o Van Halen."
O baterista do System of a Down, então, arremata:
"E eu sinto que todos no Van Halen tinham algo único e interessante para contribuir, independentemente de como eram percebidos."
A formação clássica do Van Halen
Em sua formação clássica, o Van Halen trazia os irmãos Eddie e Alex Van Halen na guitarra e na bateria, respectivamente, além de Michael Anthony no baixo e David Lee Roth nos vocais.
Eddie se consolidou como um dos maiores virtuosos da história da guitarra. Revolucionou o instrumento com técnicas e abordagens únicas, além de um senso forte melódico que vinha de seu background da música clássica — ele aprendeu a tocar piano ainda muito jovem.
Alex, por sua vez, se diferenciou não apenas por levar para outro patamar a pegada hard rock típica de John Bonham (Led Zeppelin), como também por agregar influências de jazz ao som pesado da banda.
Já Michael era relativamente discreto no baixo, limitando-se muitas vezes a oferecer uma base sólida para os irmãos brilharem. No entanto, ofereceu uma distinção de impacto com seus backing vocals agudos, muitas vezes decisivas para o desenrolar das melodias das canções.
Por fim, Roth redefiniu o conceito de "frontman de rock". Impôs um novo padrão ao comandar plateias e portar-se no palco como ninguém. Sua prática de artes marciais, inclusive, inspirou uma série de movimentos.
O grupo ainda teve outros membros. Na ausência de Roth, assumiram os vocais Sammy Hagar (1985 a 1996; 2003 a 2005) e, de modo breve entre 1996 e 1999, Gary Cherone. Quando Anthony foi demitido em 2006, o filho de Eddie, Wolfgang Van Halen, ficou a cargo do baixo.