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Monet, novo Masp, Brasil em Portugal e na França: O que foi destaque na arte em 2025

São Paulo recebeu grandes exposições ao longo do ano, incluindo a 36ª Bienal, e mostras de Renoir, Andy Warhol, Gordon Parks e mais. Experiências imersivas e sensoriais seguem em alta, enquanto o Brasil leva sua arte para fora do País

27 dez 2025 - 12h05
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O novo prédio do Masp, à direita do prédio principal.
O novo prédio do Masp, à direita do prédio principal.
Foto: Leonardo Finotti/Divulgação / Estadão

Foi um ano movimentado para a arte na maior cidade da América Latina. Em 2025, São Paulo recebeu grandes exposições, de Monet a Andy Warhol, mais uma edição de sua tradicional Bienal e dezenas de eventos em seus centros culturais. O principal museu da capital ganhou um prédio novo, enquanto o Brasil levou seus artistas para mostras fora do País.

Masp: novo prédio, ecologia e Monet

A inauguração do anexo do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), um prédio de 14 andares - 12 abertos ao público e 2 de área técnica - batizado de Pietro Maria Bardi, deu o que falar em março. O imóvel estava sendo reformado há seis anos e custou R$ 250 milhões, valor arrecadado a partir de doações.

Somado ao anexo, o Masp ampliou seu espaço com a concessão do vão livre. Com isso, o museu que é cartão-postal da cidade cresceu de 10.485 m² para 21.863 m². O novo prédio foi inaugurado com mostra Cinco ensaios sobre o MASP: Isaac Julien: Lina Bo Bardi - um maravilhoso emaranhado, Artes da África, Geometrias, Renoir e Histórias do MASP. As exposições ficaram em cartaz no museu até agosto.

O Itaú Cultural abriu um novo espaço para exposições com obras de Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Lygia Clark, entre outras, e apresentou ocupações sobre Ailton Krenak e Oswald de Andrade. O Farol Santander e o CCBB também destacaram a arte brasileira com mostras como Brasil: Arte Popular e Fullgás - Arte e Brasil nos anos 80, respectivamente.

O MIS (Museu da Imagem e do Som) foi palco de exposições celebradas ao longo de todo o ano. A música ganhou destaque com mostras para Ney Matogrosso, no início do ano, e Raul Seixas, entre julho e setembro. Até janeiro, o museu no Jardim Europa apresenta A alma Humana, Você e o Universo de Jung, que mergulha nas ideias do psiquiatra suíço.

Também na Fundação Calouste Gulbenkian, instituição privada que tem uma atuação importante nas artes em Portugal, foi aberta, em novembro, a exposição Complexo Brasil, a maior mostra já realizada sobre o País em território português. A atração levou trabalhos de artistas consagrados, como Candido Portinari e Antonio Volpi e artistas de contemporâneos em ascensão, como Gê Viana, Tiago Sant'Ana e Maxwell Alexandre.

Já em outubro, a fotógrafa paulistana Helena Ramos, de 26 anos, tornou-se a primeira não-portuguesa a ganhar o Prêmio Novobanco Revelação, o mais tradicional da fotografia contemporânea em Portugal. Graças à premiação, um recorte do seu portfólio deu origem à exposição Helena Ramos: A Vida das Abelhas, que fica em cartaz até 5 de abril no Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, no Porto.

O Brasil também levou a Lisboa uma exposição que passou por São Paulo e por Hamburgo, na Alemanha. A mostra Água Pantanal Fogo, que buscou ampliar a conscientização sobre as queimadas na região, ficou em cartaz de abril a julho no em Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Portugal. A exposição reúne cerca de 80 imagens dos fotodocumentaristas Lalo de Almeida e Luciano Candisani e atualmente está em cartaz no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Estadão
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