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Mercado de arte enfrenta maior crise em 15 anos, mas número de vendas bate recorde

Volume de vendas caiu 33,5% em 2024, mas número de transações bateu recorde

10 mar 2025 - 17h17
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Foto: Imagem/Reprodução: Gettyimages / Rolling Stone Brasil

O mercado de arte enfrentou uma queda significativa em 2024, com o volume de vendas mais baixo desde 2009. De acordo com o relatório anual da Artprice, divulgado nesta segunda-feira (10), o setor movimentou US$ 9,9 bilhões (R$ 57 bilhões) no ano passado, uma redução de 33,5% em relação a 2023. O declínio foi atribuído à instabilidade global, incluindo os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, além da incerteza política internacional.

As principais capitais do mercado de arte registraram grandes quedas: Nova York (-29%), Londres (-28%), Hong Kong e Paris (-21%). Na China, a retração foi ainda mais expressiva, com uma redução de 63%, o que fez o país perder a liderança global para os Estados Unidos, que somaram US$ 3,8 bilhões (R$ 21,91 bilhões) em vendas. A União Europeia registrou o mesmo valor.

Apesar da retração no faturamento, o número de transações cresceu 5%, com 800 mil vendas, o maior volume já registrado (via O Globo). Segundo Thierry Ehrmann, CEO da Artprice, o mercado continua líquido, mesmo com a cautela de grandes colecionadores, que reduziram seus investimentos até mesmo em obras de artistas consagrados como Mark Rothko, Jasper Johns, Ellsworth Kelly e Jean-Michel Basquiat.

A valorização das obras acessíveis foi um dos destaques do ano, com mais da metade das vendas ocorrendo por menos de US$ 600 (R$ 3,4 mil).

O quadro mais caro vendido no ano foi "L'Empire des Lumières" (O Império das Luzes), de René Magritte, arrematado por US$ 121 milhões (R$ 697 milhões). O valor ficou abaixo do recorde de US$ 139 milhões (R$ 801 milhões) pagos por uma obra de Pablo Picasso em 2023.

"L'Empire des Lumières" (O Império das Luzes), de René Magritte
"L'Empire des Lumières" (O Império das Luzes), de René Magritte
Foto: Rolling Stone Brasil

A pop art americana também registrou um novo recorde com a venda de uma obra de Ed Ruscha, de 1937, por US$ 68 milhões (R$ 392 milhões).

Inteligência artificial no mercado de arte

Pela primeira vez, a inteligência artificial teve impacto significativo no setor. O robô humanoide Ai-Da criou um retrato do matemático Alan Turing, vendido por US$ 1 milhão (R$ 5,7 milhões), quase dez vezes o valor inicialmente estimado.

Retrato de Alan Turing feito por Ai-Da é vendido por US$ 1,08 milhão em leilão |
Retrato de Alan Turing feito por Ai-Da é vendido por US$ 1,08 milhão em leilão |
Foto: Sotheby's / Rolling Stone Brasil
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