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Influnciador, dono de cão agredido em creche, choca ao expor vídeo: 'E se não viralizasse?'

Vincent Lacerda afirma que Ravi chegou assustado à veterinária e diz ter recebido outras denúncias envolvendo o hotel para animais

6 out 2026 - 15h14
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Resumo
O influenciador Vincent Lacerda denunciou agressões contra seu cão Ravi em uma creche pet de Bonito (MS), após vídeos viralizarem na internet. O caso incentivou novos relatos de maus-tratos no local, incluindo agressão a outro cão. A proprietária alega que interveio para conter uma briga fatal entre animais, versão contestada pelo tutor com base em laudo veterinário. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da denúncia, mas não efetuou prisões de imediato.

O comunicador e influenciador Vincent Lacerda, tutor de Ravi, se pronunciou após descobrir que seu cachorro havia sido agredido dentro do Hotelzinho Peludos Resort, em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Depois da repercussão das imagens, ele afirma ter recebido novos relatos envolvendo o estabelecimento e passou a questionar o que teria acontecido caso o vídeo não chegasse às redes sociais.

Reprodução/ Instagram
Reprodução/ Instagram
Foto: Mais Novela

Em entrevista ao Campo Grande News, Vincent afirmou que decidiu levar o caso adiante. Para ele, a situação deixou de envolver apenas o que aconteceu com Ravi.

"Porque agora não é sobre o Ravi. É sobre a conduta e os possíveis maus-tratos vivenciados nesses locais através dessas 'profissionais'", declarou.

O tutor soube do episódio na sexta-feira, depois que outras pessoas reconheceram Ravi nas imagens e entraram em contato com ele. No sábado, Vincent publicou seu primeiro vídeo sobre o caso no Instagram, que alcançou cerca de 900 mil pessoas.

Tutor diz ter recebido novos relatos

No domingo, Vincent voltou a falar sobre o assunto após assistir ao posicionamento de Ana Carla Leite, responsável pelo estabelecimento. Segundo ele, foi a partir dessa nova publicação que outras pessoas começaram a procurá-lo.

"Com o vídeo de domingo eu começo a receber muitos relatos envolvendo não só a atuação do hotel/creche, mas também de uma pessoa próxima que tem histórico de possíveis maus-tratos, maus-tratos esses que já levaram a óbito de animais", relatou.

Ravi frequentava o espaço desde os três meses de idade e já tinha mais de um ano. Como o animal conhecia o ambiente e os responsáveis, Vincent decidiu deixá-lo no local enquanto organizava sua mudança e a documentação necessária para levá-lo a Niterói, no Rio de Janeiro.

"Ele frequenta esse espaço desde os três meses e já está com mais de um ano. Nunca chegou até mim, por meio dos tutores que frequentaram esse espaço, qualquer relato de que ele tivesse algum sinal de agressividade ou que, de algum modo, gerasse algum tipo de problema para eles. Muito pelo contrário: eu sempre tive feedbacks maravilhosos sobre a postura dele no local", afirmou.

Ravi chegou assustado à veterinária

Ao tomar conhecimento das imagens, Vincent pediu que uma amiga retirasse Ravi do estabelecimento e o levasse imediatamente para atendimento veterinário.

"Em pouquíssimo tempo, pessoas da minha confiança foram buscá-lo e o levaram até a veterinária. Ele chegou muito assustado, com medo e com uma postura muito estranha, porque o Ravi sempre foi muito sossegado, brincalhão e ativo", contou.

Segundo o tutor, o cachorro recebeu medicação e passa bem. Ele também afirmou que Ravi chegou ao atendimento com fome, sede, sujo e assustado.

A responsável pelo hotel apresentou outra versão para o episódio. Ana Carla afirmou que tentava separar uma briga entre Ravi, um Pastor Australiano, e Kowalski, um Yorkshire pertencente à família dela. O animal de menor porte morreu.

Vincent, no entanto, afirma que ninguém comunicou a ele qualquer ocorrência envolvendo os dois cães antes de o vídeo ganhar repercussão.

"Existe uma versão de que o Ravi atacou outro cachorro e que esse cachorro em questão veio a óbito. O fato é que ninguém foi comunicado sobre isso. Só soubemos dessa versão quando o vídeo tomou uma proporção muito grande na cidade", disse.

Mesmo questionando as circunstâncias apresentadas, o influenciador prestou solidariedade à família de Kowalski.

"Independentemente de tudo, eu quero prestar minha solidariedade à dona dessa cachorrinha. O que eu sei é que nada, neste mundo, nada vai justificar tamanha agressividade", declarou.

'E se ninguém soubesse?'

Para Vincent, o caso também levanta dúvidas sobre a preparação do estabelecimento para lidar com conflitos entre os animais.

"E a pergunta que fica é: não havia ninguém preparado para agir caso ocorresse qualquer tipo de situação naquele local, uma vez que existem vários outros cachorros? Hotel é pago. O mínimo que a gente espera é segurança", questionou.

O tutor ainda contestou a versão de que Ravi obedeceria apenas a comandos em alemão. Segundo ele, a equipe conhecia o cachorro desde os três meses e sabia quais comandos utilizar.

Além disso, Vincent afirmou que o laudo veterinário não teria identificado sinais que, na avaliação dele, comprovassem a versão apresentada sobre uma briga. "O Ravi estava sem resquícios de briga ou sangue", disse.

Por isso, ele voltou a questionar o que poderia ter acontecido caso as imagens não tivessem viralizado.

"Como é possível um cachorro agredir outro e chegar a tal fatalidade sem nada? Os horários não batem. O relato do outro lado está cheio de brechas, porque eu fico me questionando a todo momento: e se o vídeo não tivesse viralizado? E se ninguém soubesse desse fato? Isso ia continuar?"

Outro caso veio à tona

Após a repercussão envolvendo Ravi, a empresária Muriel Xavier também recebeu um vídeo de Manjericão, seu cão da raça Akita, de 4 anos, dentro do mesmo estabelecimento.

Nas imagens descritas pelo Campo Grande News, uma monitora segura o animal pelas orelhas enquanto tenta colocar um adereço em seu pescoço. Manjericão se desequilibra e cai de uma plataforma. Depois, a mulher o segura por uma das patas dianteiras, puxa o cachorro pelo pescoço para fazê-lo subir novamente e dá um tapa em sua lombar.

"Na hora que eu vi, fiquei em choque. Vi alguém batendo no meu cachorro para tirar uma foto, porque sempre faziam, fotos de Carnaval, Páscoa, fotos temáticas. E aí eu fico me perguntando se isso aconteceu outras vezes", relatou Muriel.

Polícia apura o caso

A Polícia Civil informou ao Campo Grande News que recebeu o registro referente ao caso de Ravi. A ocorrência aconteceu em 3 de outubro, depois que a Polícia Militar Ambiental recebeu denúncias e teve acesso ao vídeo.

Inicialmente, as autoridades registraram o caso como maus-tratos. A mulher que aparece nas imagens prestou esclarecimentos e afirmou que tentava separar a briga entre os cães.

Após analisar as imagens e as circunstâncias relatadas, o delegado responsável entendeu, naquele momento, que não havia elementos suficientes para caracterizar o crime de maus-tratos, pois considerou que a conduta tinha como objetivo separar os animais e impedir a continuidade do suposto ataque. Por isso, a mulher não foi presa.

Já sobre as imagens envolvendo Manjericão, a Polícia Civil informou que verificará se houve registro da ocorrência e quais providências poderão ser adotadas.

Enquanto isso, Vincent afirma que pretende acompanhar o caso até o fim, mas deixará as investigações nas mãos das autoridades.

"O Ravi teve sorte. O que a gente sabe são esses fatos que eu trouxe aqui. E eu vou, sim, até o fim para saber o que aconteceu. Nesta semana, ele vai chegar aqui. Agora eu vou deixar que as autoridades tomem frente em tudo isso", concluiu.

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Um post compartilhado por DELEGADO BRUNO LIMA (@del.brunolima)

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