Gostou de 'Shrinking'? 5 livros leves e reconfortantes para continuar no clima da série
Seleção reúne livros leves e humanos para quem espera os próximos episódios da série, que estreou sua 3ª temporada nesta quarta-feira, 28, na AppleTV
A terceira temporada de Shrinking (Falando a Real) estreou nesta quarta-feira, 28, na AppleTV. Com Jason Segel e Harrison Ford nos papeis principais, a série mistura humor, emoção e reflexões sobre autoimagem, terapia, relacionamentos e sofrimento com leveza e profundidade.
A comédia dramática criada por Bill Lawrence, Jason Segel e Brett Goldstein acompanha Jimmy Laird (interpretado por Segel), um terapeuta em luto que, após a morte da esposa, começa a quebrar as regras da profissão e dizer aos seus pacientes exatamente o que pensa — desencadeando mudanças profundas na vida deles e na sua própria.
Ao seu lado está o psicólogo veterano Paul Rhoades (Harrison Ford), que enfrenta seus próprios dilemas com humor seco e ironia, e uma equipe de colegas e amigos que navegam crises existenciais típicas da vida contemporânea.
A série se destaca por equilibrar humor e vulnerabilidade, abordando temas como autoimagem, luto, relacionamentos, medo do fracasso e a dificuldade de mudança pessoal com uma mistura única de leveza e profundidade emocional.
Para quem se identificou com esse olhar mais humano — e imperfeito — sobre a terapia e o sofrimento, há uma série de livros que seguem essa mesma linha: reflexões sobre saúde mental e relações pessoais escritas com leveza, humor e proximidade.
Confira uma seleção de obras que dialogam de diferentes maneiras com Shrinking (Falando a Real).
'Talvez você deva conversar com alguém', de Lori Gottileb
De modo geral, buscamos a ajuda de um terapeuta para melhor compreender as angústias, os medos, a culpa ou quaisquer outros sentimentos que nos causam desconforto e sofrimento. Mas quantos de nós já paramos para perguntar: o terapeuta está imune à gama de questões que ele auxilia seus pacientes a dirimir e superar, dia após dia? A autora best-seller e terapeuta Lori Gottlieb mostra que a resposta a essa pergunta traz revelações surpreendentes. Um livro sobre a importância dos encontros, dos afetos e da coragem de todos os que partimos para a aventura do autoconhecimento.
- Editora Vestígio (448 págs.; R$ 89,80)
'Você vai sobreviver a esta noite', de Daniel Howell
Escrito com honestidade, bom humor e a perspectiva de quem passou a vida lutando contra a depressão e a ansiedade, este livro oferece ferramentas para ajudar você a retomar o controle de suas emoções nas horas mais difíceis. Daniel Howell explica o mecanismo por trás dos sentimentos paralisantes, mostrando como lidar com eles e trabalhar ativamente para mudar a maneira como se sente. Um guia prático para melhorar sua saúde mental hoje, amanhã e depois.
- Editora Sextante (272 págs.; R$ 64,90)
'Um homem chamado Ove', de Fredrik Backman
À primeira vista, Ove é muito provavelmente o homem mais rabugento que você já conheceu. Mesquinho, teimoso, cheio de manias e com um temperamento ruim. As pessoas o consideram um homem amargurado. Certa manhã, o mundinho organizado e solitário de Ove é abalado pela chegada de novos vizinhos. Um casal jovem e simpático que, com as duas filhas barulhentas, anuncia sua presença ao derrubar a caixa de correio de Ove com o caminhão de mudanças. O que se segue é uma divertida e cativante história sobre gatos desgrenhados, amizades improváveis e descobertas inesperadas. O livro foi adaptado ao cinema duas vezes: a primeira com o filme sueco Um Homem Chamado Ove (2015) e depois, a adaptação americana estrelada por Tom Hanks, Um Homem Chamado Otto (2022).
- Editora Rocco (320 págs.; R$ 69,90)
'Lutos finitos e infinitos', de Christian Dunker
Ao longo da história, em diferentes tempos e sociedades, o luto tem sido um desafio literário, filosófico e ético. Mas ele é também uma tarefa prática que todos nós enfrentamos. Luto é o trabalho de recomposição, simbolização e subjetivação da perda, seja ela a perda de uma pessoa, seja o luto pela perda de um amor, de uma época de uma experiência de corpo ou até mesmo a perda de algo tão concreto como um emprego e tão abstrato como um sonho. Ao convocar memórias pessoais e estudos desenvolvidos sobre o tema, o psicanalista Christian Dunker promove uma leitura sensível e humanizadora do trabalho do luto. Para o escritor e professor, trata-se de um processo individual e solitário, mas também coletivo e modelo para o trabalho de criação.
- Paidós (488 págs.; R$ 124,90)
'Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis', de Jenny Lawson
Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, entre outros diagnósticos. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor.
- Intrínseca (352 págs.; R$ 27,50)