Rita Cadillac rebate 'pedradas' por conteúdo adulto e diz que manda no próprio corpo: 'Passo a noite chorando'
Ex-chacrete falou sobre presença nas redes sociais e como os comentários a afetam
Rita Cadillac, aos 71 anos e com 52 de carreira, destaca a coragem e a atitude como fundamentais para se manter relevante, enfrentando críticas e desafios nas redes sociais enquanto promove empoderamento feminino.
A ex-chacrete Rita Cadillac completa 52 anos de carreira em 2026. Entre trabalhos como dançarina, cantora e atriz, ela teve que encontrar maneiras de se reinventar ao longo das décadas para rebater as críticas. De acordo com a artista, nunca faltou coragem.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Nas redes sociais, onde acumula mais de 484 mil seguidores em seu Instagram e também produz conteúdo adulto, Rita costuma ser alvo de questionamentos. “Acho que o que me mantém relevante é exatamente o fato de eu falar a verdade, de não mentir e de eu assumir [as coisas que faço]. Muitas mulheres falam que é empoderamento, mas eu não falo isso. Eu falo que é atitude mesmo, a mulher tem que ter atitude”, disse ela, em entrevista exclusiva ao Terra.
“A mulher tem que brigar pelos direitos dela, porque eu posso fazer do meu corpo o que eu quiser. Muitas mulheres que falam comigo gostariam de ter essa coragem. De uma mulher que, aos 72 anos, está aí, que bota short, que bota vestido curto, que bota decote, que tem plataforma adulta. Aí as pessoas falam: ‘Pô, Rita, você tem essa coragem? você já tem 72 você não pode mais fazer isso, você não pode ter plataforma adulta, você não pode botar a barriga de fora, você não pode botar a bunda de fora’. Não, eu posso tudo, desde que eu queira. E que não esteja machucando e nem ofendendo ninguém.”
Toda essa coragem e atitude muitas vezes geram retaliações, as famosas ‘pedradas’, como a própria entrevistada chama. Rita Cadillac afirma que, por mais que sustente suas escolhas, você nunca está preparado para ser atacado de forma massiva na internet.
“Às vezes, levo muita pedrada e não vou dizer para você que essas pedradas também não mexem comigo. Claro que mexe. Tem dias que eu tô chorando de noite, mas eu choro no meu travesseiro e amanheço sem um pingo de lágrimas, porque eu brigo comigo mesma", refletiu ela, que continuou a falar de resiliência.
"As pessoas falam: ‘Porque você não faz terapia ou vai ao psiquiatra?’.A minha psiquiatra é o meu espelho. Eu acordo e a primeira pessoa que eu vejo sou eu mesma, então eu brigo com ela. E não aceito que as pessoas falem sem me conhecer.”
‘Tenho medo das redes sociais’
Por causa dessas questões que já enfrentou, Rita Cadillac confessa que nutre uma relação de medo e desânimo com a carreira nas redes sociais. Hoje em dia, tudo que posta tem a sensação de ‘estar pisando em ovos’. “Isso vai se tornando um estresse e acho que é muito mais isso que me fez, sabe, desanimar de ficar postando, de ficar falando, me deixou receosa. Isso machuca a gente”.
“Eu, por exemplo, utilizo muito lingerie, então eu tenho umas duas, três [marcas] que eu faço publicidade, mas aí eu acabo tendo problemas com o Instagram, porque eu tive que tirar praticamente todas as fotos minhas de lingerie, porque eles me [baniram]”, continuou.
Além do banimento pelas fotos com lingerie, Rita comentou que já sofreu percalços maiores na carreira de produtora de conteúdo na internet. Há algum tempo, uma fã compartilhou um vídeo de uma criança dançando É Bom para o Moral – considerado um hit da artista. Segundo ela, repostou o vídeo e foi acusada pela plataforma de pedofilia.
“Eu conheço a mãe e ela postou a criança dançando É Bom para o Moral, eu compartilhei e não tinha nada demais, excluíram o vídeo. Na imagem era uma mãe, que eu conheço, filmando a filha pulando. Não tinha nada de erotização, era uma menina de dois aninhos brincando, postei e botaram como pedofilia, agora eu fico com medo de [postar] tudo”.
Em 2025, ela chegou a ficar seis meses sem sua conta e, quando recuperou, alega que tinha 100 mil seguidores a menos. Apesar das ‘pedradas’, ela não desiste de reclamar seus direitos. “Se eu tivesse culpa no cartório, tava tudo certo. Não ia ficar reclamando assim, nem nada. Mas como eu não tenho culpa no cartório, aí eu vou continuar reclamar mesmo”, destacou.
