Ratinho revela pedido de Daniela Beyruti após comentários preconceituosos: 'para evitar processo'
Apresentador do SBT afirmou que está tentando evitar comentários que possam gerar processos
O apresentador Ratinho abriu o jogo sobre as recentes polêmicas envolvendo seu nome durante uma conversa com o humorista Sérgio Mallandro no podcast Papagaio Falante. Aos 70 anos, Ratinho afirmou que tem tentado mudar a forma como faz algumas brincadeiras e revelou que recebeu um pedido de Daniela Beyruti, presidente da emissora, para evitar comentários que possam resultar em processos judiciais.
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Durante o bate-papo, Ratinho foi questionado por Sérgio Mallandro se estaria “estudado” para evitar comentários considerados preconceituosos. A pergunta veio após o apresentador se envolver em novas controvérsias por declarações feitas na televisão.
Recentemente, Ratinho foi acusado de homofobia após dizer que o cantor Thiago Piquilo estava com "cara de viado". O apresentador também já foi alvo de um processo por transfobia relacionado a declarações sobre a deputada federal Erika Hilton.
Ratinho respondeu que não tem se informado, mas tem procurado "evitar" problemas. "Eu tô procurando melhorar, atendendo a Daniela [Beyruti]. A Daniela me pediu: 'Evita, porque você vai levar muito processo'. Então, eu tô evitando, mas é muito difícil", lamentou Ratinho.
No mesmo podcast, ele seguiu com o mesmo posicionamento. "Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Eu acho que a Comissão da Mulher tem que ser presidida por uma mulher que seja mulher mesmo. Mulher que tem útero, que tem as dores da mulher".
Para Ratinho, algumas atitudes que antes eram encaradas como brincadeira passaram a ser vistas de outra maneira pelo público. "Um cara que faz tudo na brincadeira, é difícil, você vai se tornando mais chato, não pode brincar com ninguém. Eu tô evitando. Antes, aparecia um bichinha lá [no programa], eu brincava com eles, hoje eu não faço mais. Tenho medo", admitiu o apresentador.
Em outro momento da conversa, Ratinho também criticou a utilização da chamada linguagem neutra. "Eu, com 70 anos, vou falar 'todes'? Todes o cacete, não sou obrigado, não vou falar. É difícil impor algo que você não aprendeu na escola. O Brasil era mais gostoso, agora tá muito chato. Eu vejo as piadas que Os Trapalhões faziam, hoje eles iriam presos", completou o famoso.
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