Ratinho é rebatido por presidente de Associação ao reclamar de não poder 'brincar': 'Pode configurar crime'
Ratinho recebeu resposta após reclamar do politicamente correto
Após o apresentador Ratinho reclamar no SBT sobre críticas de teor preconceituoso recebidas na web, justificando que tudo é "brincadeira", Agripino Magalhães Júnior, presidente da Associação LGBTQIAPN+ de SP, rebateu o comunicador. Agripino destacou que racismo e LGBTfobia não podem ser relativizados como humor e alertou que condutas discriminatórias configuram crime passível de denúncia, ressaltando que a lei vale para todos e a liberdade de expressão não autoriza ataques à dignidade.
Na terça-feira (25), Ratinho reclamou no programa que apresenta no SBT sobre o politicamente correto. "Qualquer coisa que você fala na televisão, em especial no programa ao vivo... Qualquer brincadeira que eu faço, as pessoas já colocam lá: 'Ratinho misógino', que eu nem sei o que é essa p*rra. 'Ratinho homofóbico'... Colocam na rede social... No meu programa é tudo brincadeira", garantiu o comunicador.
Após a declaração do artista, Agripino Magalhães Júnior, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, usou o Instagram para publicar um comunicado. "Ninguém está acima da lei. Durante décadas, muita coisa foi tratada como 'brincadeira' na televisão. Mas a sociedade mudou, a legislação avançou e aquilo que antes era naturalizado hoje pode configurar crime", apontou o homem.
"Racismo, LGBTfobia, exploração de trabalhadores e qualquer outra violação de direitos não podem ser relativizados como humor ou costume de outra época. Liberdade de expressão não significa liberdade para atacar, discriminar ou desrespeitar a dignidade das pessoas", reforçou o profissional.
"O meu recado é claro: se houver uma conduta que configure crime, haverá denúncia e cobrança para que a Justiça faça o seu papel. Não importa o tamanho da audiência, o poder econômico ou há quantos anos alguém esteja na televisão. A lei vale para todos. E nós não vamos mais aceitar o preconceito como piada", enfatizou Agripino.
COMENTÁRIOS
"Mas era muito diferente de hoje, as brincadeiras de hoje muitas vezes elevam sim muitos tipos de bullying, infelizmente as pessoas não sabem respeitar o próximo", comentou uma internauta. "Evitar brincadeira não é capacitismo, erotismo, racismo, homofobia e transfobia, também nem opinião", avaliou outra.
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