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Rafa Kalimann defende Nattan após acusação de abandono durante a gravidez: 'Não fui...'

Atriz e influenciadora utiliza redes sociais para rebater "narrativas distorcidas" surgidas após a estreia de "Tempo Para Amar"; veja

13 mai 2026 - 16h00
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Rafa Kalimann usou suas redes sociais nesta quarta-feira (13) para desmentir os rumores de que teria sido abandonada pelo cantor Nattan durante a gravidez de Zuza, primeira filha do casal. Segundo a influenciadora, a repercussão negativa de pequenos trechos de seu documentário, Tempo Para Amar, criou uma interpretação equivocada sobre o relacionamento dos dois.

Foto: Mais Novela

"Eu não fui abandonada. O Nattan não me abandonou. Essa palavra não existiu no documentário", afirmou categoricamente em seus stories.

A atriz explicou que a intenção do projeto era justamente fugir de uma visão idealizada da maternidade e da paternidade, optando por mostrar os desafios e conflitos reais enfrentados por casais de primeira viagem. Ela destacou que não desejava entregar uma produção com estética de "comercial de margarina", mas sim um relato honesto sobre as fragilidades e transformações profundas que ambos viveram.

A atriz reforçou que a solidão mencionada nos episódios é um sentimento íntimo que muitas mães experimentam, independentemente de estarem acompanhadas fisicamente. "O que eu relatei ali foram conflitos reais, muito profundos. A solidão que eu menciona bastante é um sentimento. Você pode estar cercada de pessoas ao seu redor e aquele sentimento continua ali dentro", esclareceu.

Outro ponto de grande repercussão foi a decisão pela indução do parto, que Rafa Kalimann justificou como uma medida estritamente médica para garantir a segurança de Zuza, que nasceu com 41 semanas e um dia. A influenciadora explicou que a partir das 41 semanas o cenário começa a ser arriscado para o bebê, e por isso a indução foi necessária.

"A decisão da indução parte daí, por proteção à Zuza", declarou ao rebater críticas sobre a suposta adaptação do parto apenas à agenda de shows do parceiro.

Rafa finalizou seu desabafo destacando que ela e Nattan são um casal comum, com imperfeições e a necessidade constante de ajustes de rota. Ela mencionou que o cantor não teve referência paterna e que ambos lidam com seus próprios conflitos internos enquanto aprendem a ter a responsabilidade de cuidar de uma vida pela primeira vez.

Para a apresentadora, admitir que nem tudo é perfeito e que os pais nem sempre dão conta de tudo é um passo importante para apoiar outras famílias. "Nós estamos longe de ser um casal perfeito. Nós somos como qualquer outro casal. A vida real tem conflito, tem ajuste de rota, mas o que importa é como a gente constrói isso juntos", concluiu a influenciadora.

Leia o pronunciamento na íntegra

Eu não fui abandonada. E eu vim aqui pra gente conversar um pouco sobre isso, sobre o documentário, justamente por que eu idealizei ele para que gerasse conversa e apoio para famílias que passam ou passaram pela maternidade. Um documentário muito específico e direcionado para esse tema. E ontem, eu vi vários cortes dele acontecendo na internet com uma narrativa superdistorcida. Inclusive, eu trago isso no primeiro episódio, eu falo como isso acontece com frequência na minha vida e como eu não quero continuar lidando com essas narrativas distorcidas.

Até vi alguma coisa sobre indução de parto e também acho que vale trazer para vocês essa informação que ela é importante, mas eu quero que vocês assistam ao episódio inteiro, tá? Que a Zuza nasceu com 41 semanas e um dia. A gente optou pela indução de parto porque estava chegando a 41 semanas e começa a ser preocupante e arriscado para o bebê. Então a decisão da indução parte daí, por proteção à Zuza. Mas enfim, assistam o episódio todo e eu vou trazer um outro tema aqui que eu acho que é importante a gente conversar.

O ponto importante aqui é: ninguém me abandonou, o Nattan não me abandonou. Essa palavra não existiu no documentário e quem assistiu ao episódio inteiro sabe muito bem disso. O que eu relatei ali, e quem assistiu ao episódio todo vai ver, foram conflitos reais, muito profundos. Conflitos muito íntimos, muito pessoais, com emoções difíceis de entender, como é o caso da solidão que eu menciono bastante, que é um sentimento, e tá sendo muito bonito como vocês têm me mandado mensagens se identificando. Que você pode estar cercada de pessoas ao seu redor, aquele sentimento continua ali dentro.

A ideia de fazer o documentário, gente, para mim é passar essa honestidade mesmo, tá? Eu não queria um documentário comercial de margarina, que eu mostrasse uma coisa utópica que não existe, que não tem como ser. Eu quis mostrar a realidade como ela é: com conflitos, com fragilidades, com amor, com aprendizados, com imperfeições. E existem dificuldades reais que os casais passam durante a gestação, principalmente na gestação de primeira viagem.

Os dois vivem uma transformação muito grande. É muito intensa mesmo, tá? A gente lida com emoções que a gente não conhecia enquanto a gente tenta lidar com toda essa responsabilidade pela primeira vez na vida. E cada um da sua maneira: o Nattan não teve referência paterna, eu tenho os meus conflitos internos.

Nós estamos longe de ser um casal perfeito. Nós somos como qualquer outro casal. Vocês também não são perfeitos. Como qualquer outra mãe, como qualquer outro pai. Ninguém nasce sabendo. A gente se constrói no dia a dia e está aí o grande desafio. Tá tudo bem quando a gente admite que nem tudo é perfeito e que a gente não dá conta de fazer, que a gente não consegue fazer.

E a decisão de mostrar tudo isso no documentário foi sabendo que poderia ter essa repercussão toda, que a gente sabia muito sobre isso, a gente conversou muito sobre isso. Mas também que a gente poderia ser útil na vida de outros casais. Eu acho que se a gente tivesse assistido outros casais vivendo o que a gente viveu, teria sido mais fácil pra gente. A vida real tem conflito, tem ajuste de rota, mas o que importa é como a gente constrói isso juntos. Como a gente se constrói juntos.

Então, antes de apontar o dedo e criar uma narrativa de abandono, que além de não existir, de ser muito equivocada, eu ainda acho muito perigosa para um tema tão sensível, eu espero que vocês se deem a oportunidade de irem lá assistir ao documentário. Que vocês assistam não só esse episódio que foi ao ar, mas todos os próximos que virão. Para que vocês estejam junto com a gente mesmo e entendam o que realmente acontece na nossa família, sem se basear em pequenos trechos construídos para impactar vocês negativamente na internet. A história que a gente realmente quer contar, que a gente gostaria de contar, que é real, que foi o que a gente viveu e não a inventada, tá lá.

E que bom que a gente está tendo a chance de falar sobre isso e sobre tantos outros temas, como os que virão nos próximos episódios, para que outros casais possam ter uma referência de que essas questões existem, que elas precisam ser debatidas com mais honestidade, com mais diálogo e com mais empatia.

Mais Novela
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