Por que tratamento de Preta Gil exige internação? Médico avalia diagnóstico
Tratamento de Preta Gil exige hospitalização; agora ela está internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo
Tratando um câncer colorretal desde 2023, Preta Gil está internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para onde foi transferida através de uma UTI aérea. Desde o início do tratamento, a filha de Gilberto Gil está passando por internações, cirurgias e terapias intensivas para reduzir o tumor e caminhar em direção à cura. Mas por que o caso da cantora exige hospitalização?
Segundo o médico oncologista Décio Lerner, é mais comum que os tratamentos ocorram de forma laboratorial, porém, pode ser que o caso de Preta Gil seja mais sensível: "Essa situação varia de caso a caso e depende da doença. A grande maioria dos tratamentos são ambulatoriais e não precisam de internação", disse o também coordenador do Centro de Oncologia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP-RJ) em entrevista à CONTIGO!
O câncer de Preta
De acordo com o especialista, o câncer colorretal é de difícil tratamento: "De uma maneira geral, todo câncer colorretal que apresenta recidiva tem menos chances de cura. No câncer colorretal, a cirurgia é fundamental para cura da doença. Mas quando a doença reaparece, nem sempre é possível operar. O maior problema é que, às vezes, as lesões aparecem em vários locais e normalmente essas células malignas são mais resistentes à quimioterapia. Então, quando o câncer colorretal reaparece, a cura é mais difícil, mas não impossível".
As consequências da internação
Assim como a doença traz danos ao corpo de Preta, a internação também pode trazer uma série de consequências a sua integridade física. "[A internação] aumenta a chance de redução da mobilidade e força muscular. É importante oferecer ao paciente cuidado integral e humanizado. Contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, que associe alimentação adequada, suporte psicológico e fisioterapia é fundamental para dar qualidade de vida ao paciente, como acontece aqui no Centro de Oncologia do Hospital São Vicente de Paulo - RJ", explicou Lerner.