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Miguel Falabella explica por que só recentemente revelou que tem 2 filhos e dispara: 'Tenho netinho'

No 'Roda Viva', artista também relembra fake news sobre sua morte e conta que uma pneumonia recente o fez repensar prioridades

25 ago 2026 - 09h09
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Resumo
Em entrevista ao Roda Viva, Miguel Falabella explicou que preservou a identidade dos filhos, Theo e Cassiano, e de seu neto para poupá-los da exposição pública. O ator destacou sua opção de blindar a vida íntima e sexualidade contra rótulos e preconceitos, relembrando o impacto de boatos cruéis no passado, como falsos diagnósticos de HIV. Aos 69 anos, após superar uma pneumonia silenciosa, ele refletiu sobre a finitude e anunciou o plano de escrever um livro sobre mulheres marcantes de sua vida.
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Miguel Falabella sempre preferiu manter a vida pessoal longe dos holofotes. Pai de Theo e Cassiano, filhos biológicos de uma amiga, o ator explicou por que só revelou publicamente a existência dos dois no ano passado. A declaração foi feita durante entrevista ao Roda Viva, na noite da última segunda-feira, 24.

A decisão, segundo Falabella, está relacionada ao fato de os filhos não serem figuras públicas. "Nunca expus porque achava que eu era uma pessoa pública e não eles. Graças a Deus, são dois homens incríveis", falou. Durante a conversa, o artista também revelou que já é avô. "Tenho um netinho", contou, ao refletir sobre o futuro do planeta.

A preocupação em preservar a intimidade também se estendeu aos relacionamentos e à própria sexualidade. Falabella afirmou que nunca teve interesse em se definir a partir de rótulos ou permitir que sua vida fosse transformada em assunto público.

Miguel Falabella explica o motivo de revelar só recentemente que é pai
Miguel Falabella explica o motivo de revelar só recentemente que é pai
Foto: Roda Viva/Reprodução / Estadão

"Não queria ser colocado em uma prateleira. Depois que te colocam, não sai mais (...) Nunca quis ter rótulos. Me blindei mesmo. Nunca transformei a vida em espetáculo. Até porque, na época em que vivemos com preconceito, talvez eu não tivesse feito metade do que eu fiz (...) Eu nunca tive nenhum problema com a minha vida", explicou.

O ator ressaltou que sempre viveu a própria vida com liberdade, mas sem fazer dela uma extensão de sua carreira. "Eu nunca levantei bandeiras, mas eu sempre vivi muito à vontade. Não acho que a minha vida seja, acho que o meu trabalho é muito mais interessante do que a minha vida", continuou.

A relação de Falabella com a exposição ganhou outro exemplo quando ele publicou no Instagram uma fotografia de Alexandre Altoé. O ator se surpreendeu com a repercussão da imagem e com a curiosidade despertada entre os seguidores.

"Nunca me interessei pela vida de ninguém, nunca permiti que se interessassem pela minha. Agora botei uma foto do Alexandre no Instagram, e foi um desespero. O que é isso, gente? Que desespero é esse?", disse.

Fake news sobre a morte

A escolha por preservar a vida pessoal não impediu que Falabella fosse alvo de notícias falsas ao longo da carreira. O ator relembrou uma série de boatos, entre eles o de que teria HIV. A situação, segundo ele, chegou a afetar sua rotina profissional e a maneira como era recebido pelo público.

"Falaram que eu, Claudia Raia e alguns artistas tínhamos. Foi horrível. Lembro que fui fazer espetáculo em Londrina [no Paraná] e saiu no jornal que eu tinha morrido no Hospital das Clínicas em São Paulo. Aí me falaram: 'Não tem nenhum ingresso vendido' (...) No Natal, entrei em uma loja e ela foi se esvaziando (...) Foi cruel", relembrou.

'Foi uma experiência tão estranha'

Aos 69 anos, o ator também compartilhou uma experiência recente que o levou a refletir sobre a própria morte. Ele contou que teve uma pneumonia silenciosa há cerca de três semanas e precisou ser internado depois de perceber que estava passando mal.

"Eu tive uma pneumonia três semanas atrás. Foi uma pneumonia silenciosa: de repente, me deitei e acordei muito mal. Estava sozinho no Rio, peguei um Uber, fui ao hospital. O cara já viu que eu estava com pneumonia, me internaram e eu pedi algo para dormir. Apaguei. Acordei no meio da noite com a sensação de paz tão grande (...) Mas pensei: 'Tem tanta gente de quem quero me despedir e abraçar. Não quero ir hoje'. Não tive medo. Foi uma experiência tão estranha", confessou.

O episódio fez o artista repensar o que ainda deseja realizar. Entre os planos está escrever um livro dedicado às mulheres que marcaram sua trajetória.

"A ideia me deu o desejo de priorizar. Quero fazer as coisas que eu quero fazer, quero escrever um livro sobre essas grandes mulheres que passaram na minha vida (...) Sou eu lembrando dessas grandes mulheres que eu tive em meus braços. Já tenho até nome: Eu as tive em meus braços", destacou.

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Estadão
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