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LUTO! Morre diretor de séries e videoclipes da Globo aos 49 anos

Cineasta baiano havia se mudado para São Paulo para iniciar gravações de nova série; causa da morte não foi divulgada

20 jul 2026 - 16h58
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O meio artístico brasileiro perdeu nesta segunda-feira um de seus nomes mais respeitados. Ricardo Spencer, diretor, roteirista e cineasta baiano, morreu aos 49 anos. A informação foi confirmada por familiares, sem divulgação da causa da morte. Natural de Salvador, ele havia se mudado recentemente do Rio de Janeiro para São Paulo, onde iniciaria as gravações de uma nova série para uma plataforma de streaming.

Foto: Mais Novela

Neto da atriz e diretora Nilda Spencer, considerada uma das grandes referências do teatro baiano, Ricardo cresceu imerso no universo artístico e construiu uma carreira que transitou com maestria entre videoclipes, séries e cinema.

Antes de chegar à televisão, tornou-se um dos principais diretores de videoclipes do país, trabalhando com nomes como Rita Lee, Pitty, Sandy, Criolo, Emicida, Johnny Hooker, Liniker, Cachorro Grande e Boogarins, além da cantora norueguesa Aurora e da banda norte-americana Sebadoh. Entre seus trabalhos mais marcantes está o clipe Flutua (2017), de Johnny Hooker e Liniker, considerado um marco da música brasileira contemporânea. Sua produção musical rendeu prêmios da MTV e do Multishow.

A passagem para a dramaturgia aconteceu na TV Globo, inicialmente dirigindo os números musicais da série Mister Brau. O desempenho abriu espaço para que assumisse a direção da produção e participasse de projetos como Segundo Sol, Shippados, Segunda Chamada, Todas as Mulheres do Mundo, Amor e Sorte, Cine Holliúdy e Vermelho Sangue.

Segunda Chamada rendeu-lhe o prêmio de Melhor Série da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2020 e uma indicação ao Emmy Internacional de 2021 na categoria de Melhor Série. Nos últimos anos, Ricardo também desenvolvia projetos autorais ligados à cultura baiana, incluindo o longa-metragem Tudo Sobre Minha Avó, dedicado à trajetória de Nilda Spencer, e a série Roma Negra, que retrataria Salvador nos anos 1970 com foco no surgimento dos blocos afro e na resistência do movimento negro.

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