Luana Piovani dá declaração sincera direcionada ao cantor Leonardo
A atriz Luana Piovani chamou o cantor Leonardo de "lixo humano" nas redes sociais ao relembrar o resgate, em 2023, de seis pessoas em condições análogas à escravidão em terras ligadas ao sertanejo, em Goiás. O artista, que alegou ter arrendado a área e desconhecer a situação, chegou a ser incluído na "lista suja" do trabalho escravo em 2024. Seu nome foi retirado em 2025 após firmar acordos e pagar multas e indenizações que superam 800 mil reais ao Ministério Público do Trabalho e aos trabalhadores.
A atriz Luana Piovani voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta segunda-feira (2 de novembro) ao compartilhar uma publicação envolvendo o cantor Leonardo. A manifestação ocorreu após a circulação de um vídeo que relembra uma fiscalização trabalhista realizada em propriedades rurais ligadas ao sertanejo, em Goiás, onde seis pessoas foram resgatadas em condições análogas à escravidão.
Ao compartilhar o vídeo da página Um Preto que Pensa, Luana chamou Leonardo de "lixo humano". A gravação relembra o resgate dos trabalhadores, entre eles um adolescente de 17 anos, e questiona as explicações apresentadas pelo cantor sobre o episódio.
"Podemos lembrar que esse cara apoiou um grupo político em 2018, 2022 e 2026 que colocou o Brasil no mapa da fome. Será que eu vou estar sendo muito radical em falar que ele é um inimigo do trabalhador?", disse ela.
A fiscalização aconteceu em novembro de 2023, nas fazendas Talismã e Lakanka, localizadas no município de Jussara, em Goiás. Segundo a Defensoria Pública da União, os trabalhadores estavam vinculados à Fazenda Talismã e realizavam atividades na Fazenda Lakanka, área que havia sido arrendada para o cultivo de soja.
De acordo com informações divulgadas pela Repórter Brasil, os trabalhadores estavam alojados em condições precárias, sem camas adequadas, banheiro ou acesso à água potável. O ambiente apresentava fezes de morcegos e galões de agrotóxicos. A fiscalização também identificou outras 12 pessoas trabalhando informalmente.
Em outubro de 2024, Leonardo foi incluído na chamada lista suja do trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O nome civil do sertanejo, Emival Eterno da Costa, apareceu no cadastro após a conclusão do processo administrativo relacionado à fiscalização.
Na época, Leonardo afirmou que desconhecia as condições dos trabalhadores e explicou que havia arrendado parte da propriedade para terceiros. O cantor contestou sua responsabilização e declarou ser contrário à exploração trabalhista.
Após a fiscalização, Leonardo pagou R$ 225 mil em indenizações aos trabalhadores e R$ 94.063,24 em multa. O inquérito civil foi arquivado após o cumprimento das obrigações estabelecidas no acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública da União.
Em julho de 2025, o sertanejo teve seu nome retirado da lista suja após um novo acordo com o Ministério Público do Trabalho. O compromisso estabeleceu o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, além de obrigações relacionadas à contratação formal de trabalhadores.
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