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Jackie Mason, ator e comediante americano, morre aos 93 anos

Mason estrelou diversos espetáculos nos palcos da Broadway; o judaísmo ocupava papel central nos textos do ex-rabino

25 jul 2021 09h35
| atualizado às 09h50
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O ator e comediante Jackie Mason morreu, aos 93 anos, neste sábado, 24, após duas semanas internado em um hospital em Manhattan, Nova York. Famoso por seu humor afiado, Mason estrelou diversos espetáculos de stand-up nos palcos da Broadway, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada pelo amigo pessoal e advogado, Raoul Felder.

Jackie Mason
Jackie Mason
Foto: Stefan Rousseau / Reuters

A indignação com toques cômicos dominava suas apresentações com textos sobre o judaísmo e as relações entre homens e mulheres. "Oitenta por cento dos homens casados traem na América. O resto trai na Europa ", ele brincou certa vez.

Mason nasceu em Sheboygan, Wisconsin, em 9 de junho de 1928, em uma família de imigrantes bielorrussos. Com pai e irmãos rabinos, o ator chegou a conduzir congregações na Pensilvânia e Carolina do Norte, mas a comédia acabou se tornando sua verdadeira vocação.

"Uma pessoa tem que se sentir emocionalmente estéril, vazia ou frustrada para se tornar um comediante", disse em entrevista à Associated Press, em 1987. "Não acho que as pessoas que se sentem confortáveis ou felizes têm motivação para se tornar comediantes. Você está procurando por algo e disposto a pagar um alto preço para obter essa atenção."

O início da carreira ocorreu em apresentações nos resorts e clubes da região de Catskills, área montanhosa no norte de Nova York. Na década de 1960, mudou-se para Los Angeles e passou a fazer participações especiais no The Steve Allen Show, antigo programa de variedades da rede de televisão ABC.

A estreia na Broadway ocorreu em 1986. Dois anos depois foi celebrado pelo prêmio Tony, o "Oscar do teatro". Na ocasião se comparou a Ronald Reagan, ex-presidente dos Estados Unidos. "Me sinto como Ronald Reagan esta noite. Ele foi um ator durante toda sua vida, não sabia nada de política e se tornou presidente dos Estados Unidos. Eu sou um ex-rabino que não sabe nada sobre atuar e ganhei um prêmio Tony", disse. Foram diversos shows até o último, em 2008.

Na TV, realizou participações especiais dublando o Rabino Hyman Krustofski, pai do palhaço Krusty, no seriado Os Simpsons.

Em ao menos duas ocasiões comentários de Mason foram considerados racistas. Primeiro, em 1989, na campanha pelo republicano Rudolph W Giuliani contra o democrata David N. Dinkins, que disputavam a prefeitura de Nova York. E, novamente, durante uma apresentação em 2009 ao se referir a Barack Obama, na época presidente dos Estados Unidos.

O comediante deixa esposa, a produtora Jyll Rosenfeld, e uma filha, Sheba./AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Estadão
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