Irmão de Eliza Samudio faz desabafo emocionante sobre sofrer homofobia da mãe: 'Dói'
Em meio a polêmica sobre o passaporte encontrado de Eliza Samudio, o irmão da modelo fez desabafo sobre sofrer homofobia da mãe
A recente descoberta do passaporte de Eliza Samudio em Portugal acabou abrindo espaço para uma discussão íntima e sensível dentro da própria família da modelo. O episódio trouxe à tona relatos pessoais de Arlie Moura, de 27 anos, irmão de Eliza, que decidiu falar publicamente sobre conflitos antigos com a mãe, Sônia Moura. Em meio à repercussão do caso, vieram à luz conversas privadas que expõem tensões familiares relacionadas à identidade e à forma de expressão de Arlie, que se reconhece como uma pessoa não-binária.
As mensagens, trocadas próximo ao aniversário de Arlie no ano passado, mostram a mãe sugerindo uma visita, desde que o filho evitasse maquiagem e roupas consideradas femininas. Em um dos trechos, ela escreve: "Trata de trazer umas calças comportadas. Esse negócio de andar todo maquiadinho aqui, não", e ainda menciona possíveis reações do neto, Bruninho, afirmando: "Não é questão de preconceito, mas já pensou? O pessoal do futebol é cruel". Diante das falas, Arlie optou por não viajar e tornou o conteúdo público nas redes sociais.
Relatos de controle e afastamento familiar
Em conversa com a coluna Fábia Oliveira, Arlie Moura contou que situações semelhantes sempre fizeram parte de sua trajetória. Ele relembrou episódios da adolescência e afirmou: "Sempre sofri esse tipo de preconceito em casa", mencionando tentativas constantes de controle sobre sua aparência. Segundo ele, a mudança para São Paulo trouxe mais liberdade: "Como sou uma pessoa não-binária, vez ou outra gosto de usar um vestido", explicou.
Outras mensagens revelam embates ainda mais duros após Arlie decidir mudar de nome. Em uma delas, a mãe escreveu: "Você pra mim é Pedro e vai continuar Pedro pro resto dos seus dias". A resposta foi direta e carregada de emoção: "Vocês nunca deixaram eu ser eu de verdade". Arlie também anunciou a decisão de retirar os sobrenomes da família, encerrando simbolicamente um ciclo marcado por dor, enfrentamento e busca por identidade própria.