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Influenciador de 200 kg relata negativa de matrícula em academia

Júlio Mamute registrou boletim de ocorrência; estabelecimento afirma que limitação estrutural poderia oferecer "riscos à integridade física" do influenciador

29 jan 2026 - 18h13
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O influenciador Júlio Otávio Miranda da Silva, conhecido como Júlio Mamute, que pesa 200 kg e compartilha seu processo de emagrecimento nas redes sociais, afirma que uma academia em Santo André, na Grande São Paulo, negou sua inscrição nas aulas de natação por conta de seu peso.

Júlio Mamute (Reprodução/Instagram)
Júlio Mamute (Reprodução/Instagram)
Foto: Contigo

A Academia Horizon, por sua vez, nega qualquer ato discriminatório e afirma que não dispõe de estrutura adequada para garantir a segurança do influenciador. Segundo o local, durante a aula-teste, "ficaram evidentes dificuldades que comprometeriam a segurança na atividade".

Júlio, de 35 anos, registrou boletim de ocorrência e declarou à polícia que acredita ter sido impedido de se matricular devido à sua condição física, "sentindo-se discriminado". Ele também compartilhou um vídeo da aula-teste em que aparece nadando.

O boletim de ocorrência aponta que não há tipificação penal específica para o caso, mas que a atitude da academia pode, em tese, "configurar prática abusiva no âmbito das relações de consumo, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, [...], que vedam tratamento discriminatório, recusa injustificada de atendimento e práticas que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva".

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como "outros não criminal" no 4° Distrito Policial de Santo André. E que "a autoridade policial orientou a vítima a procurar a esfera cível para o acionamento da empresa e as devidas responsabilidades com base no direito do consumidor".

Um vídeo publicado por Júlio na semana passada, desabafando sobre a situação, viralizou nas redes sociais. Ele possui mais de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e 915 mil no TikTok.

"Ontem (21 de janeiro), fui fazer uma aula experimental em uma academia no bairro Campestre, de Santo André e, hoje (22), eles me ligaram para dizer que não podem aceitar minha inscrição como cliente".

Júlio não mencionou o nome do estabelecimento no vídeo, mas seguidores identificaram que se tratava da Academia Horizon pelas imagens.

Diante da repercussão, a Horizon divulgou nota no Instagram afirmando que "um visitante participou de uma aula teste de natação e, durante a própria experiência, ficaram evidentes dificuldades que comprometeriam a segurança na atividade".

A academia acrescentou que, "após a aula, houve diálogo transparente, no qual explicamos que, no momento, não seria possível dar continuidade à matrícula sem riscos à integridade física do participante, considerando as condições atuais da nossa estrutura".

O estabelecimento reforçou ainda que a decisão "não teve qualquer relação com preconceito, mas sim com responsabilidade, cautela e cuidado com a saúde e a segurança do próprio visitante".

Veja:

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Um post compartilhado por CARLOS SECCO | SEGURANÇA PÚBLICA (@carlos.secco)

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