‘Independentemente da roupa, não posso ser sexualizada’, afirma Deborah Secco sobre figurino da abertura da Copa
Atriz foi criticada após usar figurino ousado no programa 'Tá na Copa', da SporTV
Deborah Secco foi alvo de críticas na web após aparecer com um figurino ousado no programa Tá na Copa, da SporTV, em que é comentarista. A atriz rebateu os comentários, afirmou que “não pode ser sexualizada” e atribui isso ao “patriarcado” e não à roupa.
O trecho é do podcast Isso é Fantástico, que irá ao ar neste domingo, 27. “O que vale ressaltar é que a hipersexualização da mulher, ela não é feita pela roupa e, sim, pelo patriarcado. Não é uma roupa que hipersexualiza e, sim, o olhar do patriarcado sobre mim. Independentemente da roupa que eu uso, eu não posso ser sexualizada. Eu tenho que ser respeitada”, afirma.
Ela salientou que é justamente por isso que as mulheres “têm que brigar”. “Não mudar a nossa roupa ou como a gente se comporta ou o que a gente fala. É como olham para a gente”, declarou a atriz.
Além de Deborah, a apresentadora Renata Capucci e a produtora Maria Scodeler recebem a apresentadora Carol Barcellos, que também apresenta o Tá na Copa. A repórter destacou que a atriz está trazendo um olhar diferente para a cobertura.
“Você está trazendo outras pessoas para o futebol, e isso é fundamental. Pessoas que estão indo por sua causa. Muito importante essa discussão sobre liberdade e desejo. Porque muitas vezes com mulheres, ele é imposto de fora para dentro. Quem somos nós para questionarmos desejos de outras pessoas”, afirmou.
Deborah, que recebeu o convite para comentar os jogos ao lado do ex-atacante Aloísio Chulapa e dos apresentadores Igor Rodrigues e Magno Navarro, afirmou que jamais se imaginou nesse lugar, e que isso é desafiador.
“Eu sou uma pessoa muito comprometida com tudo que eu topo fazer e eu recebi esse convite com muita surpresa. Jamais me imaginei nesse lugar, mas também acho que qualquer lugar que pra mim não é confortável, esses são os que mais me interessam. Os lugares onde minha barriga vai revirar, onde meu coração vai bater diferente, onde eu vou ter que me redescobrir, me testar, me colocar vulnerável”, finaliza.
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