Guarda de Léo: vídeo de Marília Mendonça pode definir o futuro do filho
Vídeo em que Marília elogia a mãe e revela temores com a maternidade ganha força na Justiça em meio à disputa entre Murilo Huff e Dona Ruth
Um vídeo antigo gravado por Marília Mendonça, no qual a cantora emociona ao falar sobre os cuidados com o filho Léo, ganhou relevância judicial na disputa de guarda que envolve Murilo Huff e Ruth Moreira, mãe da artista. No trecho, Marília afirma que tinha medo de dormir sem a mãe por perto, pois era Dona Ruth quem cuidava do bebê nas madrugadas. Embora o vídeo tenha sido publicado em tom íntimo e despretensioso na época, agora se tornou um documento sensível para o processo que avalia quem deve ser o responsável legal por Léo, atualmente com quatro anos.
Segundo o advogado Leonardo Madureira, falas públicas como essa são frequentemente utilizadas como indicativo do vínculo afetivo e da intenção dos pais em relação ao futuro dos filhos. A legislação brasileira prioriza o melhor interesse da criança, o que inclui considerar aspectos emocionais, estrutura familiar e estabilidade. Embora a guarda legal de menores de idade, em casos de falecimento da mãe, tenda a ser atribuída ao pai, o juiz pode considerar outros fatores, como convivência diária e laudos psicológicos. O fato de Léo morar com Dona Ruth desde a morte de Marília pesa fortemente nesse cenário.
Além do vínculo afetivo evidente, há ainda questões práticas sendo levadas em conta. Léo é diabético e, segundo fontes próximas à família, a avó tem sido a principal responsável pelo controle da glicemia do menino, o que mostra uma rotina consolidada de cuidados. Outro ponto é a gestão do patrimônio deixado por Marília, que inclui direitos autorais e bens que somam mais de R$ 300 mil. Quem detiver a guarda legal também passará a ser o responsável direto por administrar esses recursos em nome da criança.
O caso ainda está em análise na Vara da Infância e Juventude e não há decisão definitiva. O vídeo, no entanto, pode ser determinante ao revelar não apenas a intenção da artista, mas também a dinâmica emocional familiar que existia antes de sua partida. A Justiça seguirá avaliando o quadro com base em relatórios técnicos, escuta da criança e observação do ambiente familiar. O Brasil acompanha atento ao desfecho dessa história que mistura emoção, legado e, sobretudo, o futuro de uma criança que já carrega o nome da mãe como parte de sua própria história.