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'Fui longe demais', diz atriz de 'Mulheres Apaixonadas' que integrou seita religiosa por oito anos

Paula Picarelli, ex-Globo, acaba de lançar uma nova edição do livro 'Seita - O Dia em que Entrei para um Culto Religioso'

25 ago 2023 - 08h00
(atualizado às 14h51)
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Paula Picarelli, atriz que está de volta na telinha da TV Globo como Rafaela na reapresentação da novela Mulheres Apaixonadas, comentou, em entrevista ao jornal O Globo, sua participação em uma seita religiosa durante oito anos, entre 2000 e 2008. Ela já havia abordado essa questão em 2018 no livro Seita - O Dia em que Entrei para um Culto Religioso, que está ganhando uma nova edição pela Reformatório, já disponível nas livrarias - a primeira saiu pela editora Planeta.

Aos 40 anos, Paula Picarelli segue trabalhando como atriz. Recentemente, esteve no ar na TV na série 'Psi', da HBO, e em cartaz no teatro com a peça 'Odisseia'.
Aos 40 anos, Paula Picarelli segue trabalhando como atriz. Recentemente, esteve no ar na TV na série 'Psi', da HBO, e em cartaz no teatro com a peça 'Odisseia'.
Foto: Instagram / @paula.picarelli / Estadão

"Achei que esse processo de revisão fosse ser simples, porque eu também escrevo para teatro e estou acostumada a reler os meus próprios textos. Imaginei que essa história nem era mais sobre mim, mas sobre um tema importante a ser discutido. Mas, assim que eu abri o livro para fazer a revisão, toda a sensação voltou. Por um lado, é muito difícil entrar em contato com esse caso, mas por outro é muito divertido também, porque foi tanta maluquice. É um misto de emoções", disse a atriz na entrevista.

Paula comentou que sempre teve "o perfil CDF" e que foi "muito fundo na experiência" quando acreditou que aquilo era verdade. "Foram oito anos. Posso dizer que tenho mestrado e doutorado no assunto".

O livro é um relato ficcional de como ela se envolveu num novo culto religioso, o Portal da Divina Luz - nome fictício. Em 2018, no lançamento do livro, ela comentou em outras entrevistas que "fragilidades" a levaram a entrar no Santo Daime - ela, no entanto, não revelou o nome da comunidade nem quais outros famosos que faziam parte.

Na entrevista ao Globo, ela comenta que o grupo era liderado por duas mulheres. "Acho que por isso não tivemos casos de abusos sexuais, como é visto em outros. Creio que também por isso essa história nunca veio a público. Eu mesma não tenho coragem de dar nome aos bois. Eu criei uma ficção para contar essa história. Era uma seita com todos os requisitos, incluindo abusos psicológicos e morais e ameaças de morte", ela revelou.

"O que me surpreendeu é que eu achei que todos iriam tirar a mesma conclusão e que iríamos rir juntos disso. Não aconteceu. Acho que algumas pessoas não fizeram essa revisão e a reflexão sobre o ocorrido."

Mas ela celebra o fato de ter ajudado outras pessoas, que escreveram para ela, depois do livro, dizendo que tinham conseguido reconhecer as armadilhas.

Alinne Moares e Paula Picarelli viveram um casal lésbico em 'Mulheres Apaixonadas'
Alinne Moares e Paula Picarelli viveram um casal lésbico em 'Mulheres Apaixonadas'
Foto: Divulgação/Globo/Reprodução/Instagram/@alinnemoraes / Estadão
Estadão
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