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Famosos que adotaram! Conheça as histórias por trás da decisão e entenda como funciona o processo

Conheça os famosos que adotaram filhos e entenda, com ajuda de especialistas, como funciona o processo de adoção no Brasil

7 ago 2025 - 13h12
(atualizado às 13h54)
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Gio Ewbank ao lado dos filhos
Gio Ewbank ao lado dos filhos
Foto: Reprodução / Contigo

Na véspera do Dia dos Pais, histórias de amor e acolhimento ganham ainda mais significado. Alguns famosos seguiram o caminho da adoção para completar ainda mais a família. Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, Glória Maria e Regina Casé são a prova viva disso.

Em entrevista à CONTIGO!, o advogado especialista em direito de família, Fernando Felix, detalhou como funciona o processo de adoção no Brasil, além de contarmos com a análise do psicanalista Jarbas Caroni, que focou nos principais aspectos emocionais envolvidos nessa decisão.

Como funciona a adoção no Brasil?

Segundo o advogado Fernando, o processo de adoção no Brasil é um ato jurídico que estabelece a filiação de uma criança ou adolescente com uma família que não a gerou biologicamente. Ele é regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069/90, e é caracterizado por ser irreversível. A adoção confere ao adotado os mesmos direitos e deveres de um filho biológico, inclusive os direitos sucessórios.

"Os principais requisitos para adotar uma criança ou adolescente no Brasil incluem ter, no mínimo, 18 anos de idade, além de manter uma diferença mínima de 16 anos entre o adotante e o adotado. É necessário também ser civilmente capaz e apresentar idoneidade moral e social, condição avaliada por meio de entrevistas e análises psicossociais, que verificam a estabilidade emocional do pretendente e sua capacidade de oferecer um ambiente seguro e acolhedor", iniciou o advogado. 

Quais são as etapas do processo de adoção?

De acordo com o especialista, o processo de adoção é dividido em cinco etapas:

  • Habilitação: O interessado inicia o processo na Vara da Infância e da Juventude, apresentando a documentação necessária.
  • Avaliação: A equipe técnica do judiciário realiza entrevistas e visitas domiciliares.
  • Inclusão no Cadastro: Após a aprovação, o nome do interessado é incluído no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
  • Convivência: Inicia-se um período supervisionado de convivência entre a família e a criança ou adolescente indicado.
  • Adoção Definitiva: Após a convivência, é ajuizada a ação de adoção definitiva, com a sentença judicial que confere a guarda permanente.

"O tempo médio para a conclusão de uma adoção pode variar bastante, mas, em média, o processo costuma levar de 1 a 3 anos", destaca Fernando

Quais sentimentos costumam surgir nos pais durante o processo de adoção?

Para o psicanalista Jarbas Caroni, os pais costumam sentir uma mistura intensa de amor, ansiedade, esperança e também medo. "É comum surgirem dúvidas sobre o futuro, receios sobre a adaptação e até insegurança quanto ao vínculo com a criança. Esses sentimentos não significam fraqueza, pelo contrário, mostram o quanto essa escolha é vivida com entrega. A adoção toca a essência do ser humano: o desejo de amar e ser amado", iniciou.

"Antes da chegada da criança, o preparo evita idealizações e oferece clareza sobre o que realmente importa: acolher uma vida com sua própria história. Depois da adoção, o suporte emocional continua sendo importante para lidar com as adaptações, desafios cotidianos e eventuais crises. Quando os pais estão emocionalmente disponíveis, criam um espaço seguro onde o amor pode crescer de forma verdadeira e livre", continuou o psicanalista. 

De que forma a construção do vínculo afetivo pode levar tempo e exigir paciência?

Para Jarbas, o amor nem sempre nasce de forma imediata. "Na adoção, o vínculo afetivo é uma construção. É como uma planta que precisa ser regada todos os dias com cuidado, escuta e presença. A criança pode ter vivido rejeições, mudanças e incertezas, o que faz com que ela leve um tempo maior para confiar e se entregar. Já os pais podem enfrentar momentos de frustração ao não sentirem uma conexão instantânea. Mas isso é normal e faz parte do processo. Com paciência, gestos diários e respeito pelo tempo de cada um, o afeto floresce. O amor verdadeiro não é imposto: ele é conquistado, passo a passo", explicou.

Por fim, o psicanalista reforçou que o processo de insegurança e dúvidas é normal. "Será que estou fazendo certo? E se ela não me aceitar? E se eu falhar? Esses sentimentos fazem parte da travessia. Assim como a criança, os pais também estão se adaptando a uma nova realidade. Algumas reações da criança podem parecer rejeição, mas muitas vezes são mecanismos de defesa, frutos de experiências anteriores".

Por isso, é importante respirar fundo, não levar para o lado pessoal e entender que o amor se constrói na constância. "Quando há presença, escuta e afeto, mesmo nos dias difíceis, o vínculo se fortalece. A base de toda nova família está no compromisso de permanecer, mesmo quando o coração ainda estiver aprendendo a confiar", finalizou.

Contigo Contigo
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