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Como é a prisão 'infernal' onde está Diddy, que já abrigou R. Kelly e golpista do Fyre Festival

Rapper e produtor americano foi preso nos Estados Unidos no último dia 16, acusado de tráfico sexual e extorsão. Ele aguarda julgamento em centro de detenção de Nova York conhecido por péssimas condições; saiba detalhes

25 set 2024 - 11h54
(atualizado às 12h37)
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Sean 'Diddy' Combs, rapper e produtor americano preso nos Estados Unidos no último dia 16, está preventivamente detido no Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, em Nova York, enquanto aguarda julgamento. Ele é acusado de atividades ilícitas que incluem tráfico sexual, agressão e associação criminosa.

Conhecido por condições "bárbaras", o centro de detenção do governo federal americano já recebeu rostos famosos. Um deles é o cantor R. Kelly, condenado a 30 anos de prisão por pornografia infantil e extorsão.

Outro nome é o empresário Billy McFarland, idealizador do Fyre Festival, evento luxuoso para celebridades e ricaços que se revelou um fiasco (e nunca chegou a realmente ocorrer). McFarland foi condenado, em 2018, a seis anos de prisão por fraude. Após cumprir a pena, ele alega estar planejando uma segunda edição do caótico festival.

Na mesma linha, esteve por lá Samuel Bankman-Fried, apelidado de 'rei das criptomoedas', condenado por acusações de fraude e conspiração envolvendo suas empresas FTX e Alameda Research.

Ghislaine Maxwell, cúmplice de Jeffrey Epstein em caso de tráfico sexual, também passou pelo MDC.

Segundo informações do The New York Times, a equipe de defesa argumentou ainda que a decisão "extraordinária" do rapper de 54 anos de voar para Nova York antes de sua prisão seria prova de sua "confiabilidade e ausência de risco de fuga". Os promotores, porém, rebateram que Diddy ainda é uma ameaça para suas vítimas e testemunhas, além de citar "problemas [de controle] de raiva e abuso de substâncias" do rapper.

De acordo com a CNN americana, Diddy está atualmente detido na unidade especial do presídio, onde os que necessitam de proteção adicional são alojados, e será mantido longe de outros detentos.

'Inferno na terra'

As mortes citadas pelos advogados de Diddy no pedido de fiança procedem. Em 7 de junho, um interno que aguardava julgamento há mais de dois anos foi esfaqueado no MDC. No mês seguinte, outro homem morreu após ser ferido em uma briga deflagrada na prisão.

Na ocasião, o advogado deste segundo réu chamou o local de "inferno na terra", por ter permitido uma morte que era evitável.

O Daily Beast afirma que ao menos quatro juízes de Nova York recusaram-se a mandar réus para o centro de detenção nos últimos anos por conta das condições alegadas. Um deles afirmou em sua justificativa que as mortes recentes no local demonstram "um ambiente de ilegalidade dentro de seus limites, que constituem uma má gestão inaceitável, repreensível e mortal".

Em 2019, um apagão de energia durante o inverno submeteu os presos a "celas congelantes", ficando dias sem aquecimento. Também há denúncias de insetos nas comidas e mofo nos banheiros.

Estadão
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