Claudia Abreu relembra quando enfrentou diretor abusivo: 'Não queria viver aterrorizada'
Atriz começou aos 16 na TV e precisou desenvolver técnicas para sobreviver na indústria; confira
Cláudia Abreu relembrou enfrentar diretor abusivo no início da carreira, destacou a importância de temas ligados à saúde mental em seu trabalho atual e falou sobre mudanças em sua vida pessoal após o divórcio.
A atriz Cláudia Abreu, de 54 anos, que ganhou notoriedade por integrar projetos da Globo, relembrou a vez em que enfrentou um diretor abusivo nos bastidores.
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Segundo Claudia Abreu, estreou cedo na televisão, aos 16 anos, em uma época em que não existiam políticas de compliance nem preparadores de intimidade. Por isso, precisou desenvolver desde cedo um "senso de autoproteção". Na época, notou que o tal diretor costumava gritar com as pessoas durante as gravações e resolveu confrontá-lo.
“Ele ficava muito nervoso com as pessoas, e eu, muito nova, o chamei num canto e disse: ‘Se eu vacilar, me chama atenção sozinha, que não vai se repetir. Mas, se fizer da maneira como vi fazer com outras pessoas, não volto mais’. Não queria passar por aquela humilhação ou viver aterrorizada”, disse a atriz ao O Globo.
Atualmente, Cláudia Abreu está no ar com Filipe, em Dona de Mim (Globo), novela da faixa das sete. O enredo da personagem gira em torno de seu transtorno de bipolaridade. Ao se preparar para o papel, a atriz teve longas conversas com seu analista e usou bastante da sua própria observação cotidiana.
“Conheço pessoas com essa condição e sei o quanto traz sofrimento para elas próprias. Afinal, não escolheram ser assim e, muitas vezes, são incompreendidas. É muito interessante trabalhar isso numa novela porque é um serviço. E, quando se trata de uma mulher, é logo colocada na caixinha de histérica. Mas, com ajuda terapêutica e medicamentosa, a pessoa pode ficar bem, de uma maneira viável, controlada, sem tanta agressividade e depressão.”
Esta, inclusive, não é a primeira vez que a atriz se debruça sobre uma personagem com questões relacionadas à saúde mental. Na peça Pi - Panorâmica Insana (2019), mergulhou no universo da escritora britânica Virginia Woolf (1882–1941); no monólogo Virginia (2022), levou o projeto adiante. O sucesso do espetáculo a levou para longe: apresentou-se no México e até em Lisboa, em Portugal.
Discreta quanto à vida pessoal, Cláudia Abreu foi casada por 25 anos com o diretor José Henrique Fonseca, com quem teve quatro filhos: Maria, 24, Felipa, 18, José Joaquim, 15, e Pedro Henrique, 13. A relação chegou ao fim em 2022 e, por mais doloroso que tenha sido, agora ela aproveita a vida em sua integralidade.
“Mantivemos uma relação ótima, somos superamigos e parceiros de vida. Você precisa ter essa inteligência para lidar com as transformações da idade, do corpo, das amizades. Acho pobre se agarrar a algo com medo de mudança. Há também essa novidade que é a qualidade do tempo comigo mesma. O prazer da solitude é muito bom.”